Americano Caeleb Dressel vence prova 'rainha' da natação

O norte-americano Caeleb Dressel foi a estrela da jornada da natação, ao vencer a prova 'rainha' dos 100 metros livres dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, numa ronda com 'triplo' recorde mundial nos 4x200 livres femininos.

Dressel, apontado como sucessor de Michael Phelps, Matt Biondi e Mark Spitz, ganhou categoricamente a prova do hectómetro, com um novo recorde olímpico de 47,02 segundos, batendo os 47,05 do australiano Eamon Sullivan, em Seul1988, num registo que então era também recorde mundial.

Na final, o nadador de 24 anos de Green Cove Springs, na Florida, bateu por apenas seis centésimos o britânico Kyle Chambers, que no Rio2016 tinha arrebatado um ouro, com um recorde mundial júnior de 47,58, e por 42 o russo Kliment Kolesnikov.

Quanto ao recorde mundial, não esteve em perigo, continuando na posse do brasileiro César Cielo, que registou 46,91 segundos a 30 de julho de 2009, nos Mundiais de Roma.

Mais importante foi, porém, o ouro, o seu segundo em Tóquio2020, depois de ter ajudado os Estados Unidos a ganhar os 100 metros livres. Pela frente, ainda terá os 50 livres, os 100 mariposa e, provavelmente, mais os 4x100 estilos.

Se a vitória de Dressel não foi surpresa, o mesmo não se pode dizer da do seu compatriota Robert Fink, que chegou ao Japão com o 12.º melhor tempo e acabou, 'against all odds', como o primeiro campeão olímpico dos 800 metros livres.

Na estreia da prova no sexto masculino, Fink, de 21 anos, veio de trás para a frente e ultrapassou na parte final o italiano Gregorio Paltrinieir, que arrancou como uma 'bala', chegando a fazer passagens abaixo do recorde do Mundo, mas não aguentou a recuperação do norte-americano na parte final.

O transalpino ficou com a prata, em 7.42,11 minutos, enquanto Mykhailo Romanchuk colocou a Ucrânia no 'mapa' das medalhas, ao arrebatar o bronze, em 7.42,33.

Ainda no setor masculino, o triunfo nos 200 metros bruços foi para o australiano Isaac Stubblety-Cook, que ganhou com um novo recorde olímpico, de 2.06,38 minutos, superando os 2.07,22 do japonês Ippei Witanabe nas meias-finais do Rio2016 -- depois foi apenas sexto na final.

Stubblety-Cook, de 22 anos, negou o ouro ao holandês Arno Kamminga, que com 2.07,01, repetiu a prata dos 100 bruços, enquanto Matti Mattsson selou o primeiro 'metal' para a Finlândia, ao ser terceiro, com 2.07.13.

No feminino, a protagonista foi a chinesa Zhang Yufei, que, depois da prata nos 100 mariposa, sagrou-se campeã olímpica dos 200, com um novo recorde olímpico de 2.03,86 minutos, e, a acabar, ajudou a China a bater o recorde do mundo dos 4x200 livres.

Na prova individual, Zhang retirou da lista dos recordes a sua compatriota Jiao Ly, que havia registado 2.04,06 minutos a 1 de agosto de 2012, em Londres.

A prata foi para a norte-americana Regan Smith, que gastou 2.05,30 minutos para somar a sua segunda medalha em Tóquio2020, após o bronze nos 100 metros costas, enquanto o terceiro posto foi para a compatriota Hali Flickinger, em 2.05,65.

No fecho da jornada, a China venceu os 4x200 metros livres, em 7.40,33 minutos, numa final em que os três primeiros bateram o anterior máximo mundial, que tinha sido fixado pela Austrália, com 7.41,50 minutos, em 25 de julho de 2019.

Yang Junxuan, Tang Muhan, Zhang Yufei e Li Binjie também bateram o recorde olímpico dos Estados Unidos, com 7.42,92 minutos, a 1 de agosto de 2012.

A estafeta norte-americana foi segunda classificada, com 7.40,73 minutos, e a Austrália foi terceiro, em 7.41,29, com as três marcas que valeram as medalhas a passarem a ser as três melhores da história.

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