De olhos postos nas estrelas, mas sem a cabeça no ar. Benfica e PSG empatam na Luz

Veja os lances. Messi e Danilo, na própria baliza, marcaram os golos de uma partida entre duas equipas que continuam sem saber o que é perder nesta época.

PorGonçalo Teles

 foto Gerardo Santos/Global Imagens

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 foto Patrícia de Melo Moreira/AFP

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O Benfica empatou esta noite 1-1 com o PSG num jogo em que Messi, Neymar e Mbappé, apesar de serem estrelas, não tiraram o brilho à equipa de Roger Schmidt. O argentino ainda marcou, mas um autogolo do defesa português Danilo fez com que ambas as equipas saíssem do jogo com um ponto. Assim, mantém-se a igualdade entre lisboetas e parisienses: sete pontos no Grupo H da Liga dos Campeões, com vantagem para o PSG pelo número de golos marcados.

Não é todos os dias que pode ver-se jogar, de uma só vez, Messi, Neymar e Mbappé, e essa realidade não passou ao lado de muitos dos que, esta noite, foram ao estádio da Luz. De telemóveis em riste, houve desde o aquecimento das equipas quem quisesse captar o possível do temível trio atacante parisiense. Mas houve também quem não os quisesse deixar esquecer de que, esta noite, em Lisboa, eram os visitantes: assim, a dose de assobios foi servida também desde bem cedo.

Na baliza, Donnarumma - outra estrela em ascensão - também não demorou a ser chamado a jogo. Logo aos sete minutos, tinha Gonçalo Ramos a correr, isolado, na sua direção depois de uma desmarcação nas costas de Marquinhos.

Repetiu a façanha aos 20 minutos, quando Neres surgiu à entrada da pequena área e rematou para o que parecia ser um golo certo. Só que o braço esquerdo do italiano desviou a bola.

Ora, garantida a segurança na baliza, os parisienses soltaram-se. Numa jogada construída ao primeiro toque, Messi deu a Mbappé, que deu a Neymar, que lançou Messi. A triangulação colocou o argentino a aparecer à entrada da grande área, descaído sobre a direita. De pé esquerdo, abriu o corpo e rematou em jeito. Vlachodimos bem voou, mas já só viu a bola no fundo das redes.

Apesar da boa exibição do Benfica - que não entrou a medo em campo -, as águias pouco podiam ter feito para evitar o primeiro golo da noite que, naturalmente, deu ao PSG outra tranquilidade: começa a ganhar forma o novelo do fio de jogo dos parisienses. Passes ao primeiro toque, trocas posicionais, Hakimi e Nuno Mendes ainda mais agressivos no posicionamento.

E depois de praticamente 15 minutos sob alta pressão, quando conseguiram soltar-se, os encarnados até voltaram a estar perto de marcar: Neres trabalhou muito bem dentro da grande área e conseguiu fazer a bola chegar a António Silva que, numa espécie de penálti em movimento, voltou a ver Donnarumma impedir o golo. Mas o italiano não conseguiu parar tudo.

Aos 41', Enzo trabalhou bem sobre o lado esquerdo do ataque do Benfica e tirou um cruzamento venenoso - daqueles que, sozinhos, podiam entrar na baliza - para o segundo poste, zona onde estava Gonçalo Ramos. O português fez-se à bola o bastante para trair Danilo e o compatriota acabou por fazer o desvio letal para o golo do empate. Daí ao intervalo foi um pulinho.

A segunda parte começou com mais futebol bonito, cortesia de Neymar. Depois de um bom trabalho de Hakimi e de uma defesa de Vlachodimos, a bola sobrou, a saltar, para Neymar. O brasileiro, de costas para a baliza, fez o que lhe deu mais jeito: um pontapé de bicicleta que foi acertar na trave.

Começava, de novo, a formar-se a pressão parisiense. Vlachodimos voltou a ser chamado a intervir aos 60' e negou novamente o golo a Hakimi. Do lado encarnado, a resposta a essa pressão era a saída controlada de João Mário, que esta noite acabou por ser o primeiro a pegar no jogo para fazer Rafa acelerar nas transições.

E por falar em velocidade, Mbappé, o enfant terrible do PSG, parecia tardar em aparecer no jogo. Apesar de ter estado na jogada do golo de Messi, o francês acabava por ver-se várias vezes isolado do resto da equipa e, talvez por isso, tentou aos 68' dar um pontapé na sua exibição: de fora da grande área, obrigou Vlachodimos a voar.

Schmidt esperou pelos últimos 15 minutos de jogo para mexer na equipa e optou por lançar um velho conhecido dos parisienses - Draxler -, que entrou acompanhado de Aursnes. Gonçalo Ramos e Enzo Fernández saíram para lhes dar lugar. No PSG a única substituição tinha sido forçada: Nuno Mendes saiu lesionado, entrou Bernat.

Começava a ser preciso um rasgo de inspiração para tentar resolver o jogo. E a iniciativa calhou a Rafa. O português arrancou aos 79', serpenteou pela defesa parisiense e, já dentro da grande área, conseguiu rematar à baliza. Primeiro, Donnarumma defendeu, depois o avançado luso atirou para fora na recarga. Era jogada para resolver o jogo, mas não aconteceu. E o PSG assumiu as despesas dos últimos cinco minutos de jogo.

Era Neymar. Era Vitinha. Era Sarabia, que já tinha entrado para o lugar de Messi. Era cada vez mais Mbappé. Mas era também cada vez mais Vlachodimos, e eram, como já têm sido, Otamendi e António Silva a mostrar que esta noite, na Luz, mais nenhuma bola entrava na baliza. E assim foi: no final de contas, 1-1.

No outro jogo do grupo H, esta noite, a Juventus venceu o Maccabi Haifa por 3-1 e somou os primeiros pontos nesta edição da Liga dos Campeões.

Onze do Benfica: Vlachodimos, Bah, António Silva, Otamendi, Grimaldo, Florentino, Enzo Fernández, David Neres, João Mário, Rafa e Gonçalo Ramos

Onze do PSG: Donnarumma, Hakimi, Danilo, Ramos, Marquinhos, Nuno Mendes, Verratti, Vitinha, Mbappé, Neymar e Messi

O PSG não pôde contar com o médio português Renato Sanches, formado no Benfica, devido a lesão. O jogo foi arbitrado pelo espanhol Jesús Gil Manzano, assistido por Diego Barbero e Ángel Nevado. No VAR esteve Alejandro Hernández.

Suplentes do Benfica: Helton Leite, Gilberto, Aursnes, Diogo Gonçalves, Rodrigo Pinho, Chiquinho, Ristic, Brooks, Gil Dias, Petar Musa, João Victor, Draxler

Suplentes do PSG: Keylor Navas, Rico, Fabián Ruiz, Bernat, Pablo Sarabia, Mukiele, Soler, Bitshiabu, Zaire-Emery e Ekitike

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