FIA aprova novo regulamento de motores da Fórmula 1 para 2026. Saiba o que muda

A organização que regula o automobilismo a nível mundial considera que "continua a impulsionar a inovação e a sustentabilidade em todas as suas competições" e que "os novos regulamentos para as unidades de potência da Fórmula 1 em 2026 são o exemplo mais importante dessa missão."

PorClara Maria Oliveira
© Ronald Wittek/EPA

A Federação Internacional do Automóvel (FIA) aprovou, esta terça-feira, o novo regulamento de unidades de potência que entrará em vigor na temporada de 2026 de Fórmula 1.

De acordo com a organização que regula o automobilismo a nível mundial, são quatro "os pilares" que estruturam a nova era da competição. O primeiro é a manutenção do espetáculo, com a unidade de potência semelhante à atual, com a continuação dos mesmos motores de combustão interna V6. O segundo é a sustentabilidade ambiental, com um aumento de energia elétrica até 50%, e com a utilização de um combustível 100% sustentável.

A sustentabilidade financeira é o terceiro pilar, com uma redução geral dos custos para todas as equipas e o quarto é a criação de uma maior atratividade para novos fabricantes de unidades de potência, além das atuais Mercedes, Red Bull, Ferrari e Renault.

O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, considera que a organização "continua a impulsionar a inovação e a sustentabilidade em todas as suas competições" e que "os novos regulamentos para as unidades de potência da Fórmula 1 em 2026 são o exemplo mais importante dessa missão."

"A introdução da nova tecnologia para as Unidades de Potência, com os combustíveis sintéticos sustentáveis, fica alinhada com o nosso objetivo de oferecer mais benefícios aos utilizadores dos carros de estrada e atingir o nosso objetivo de zero carbono até 2030. A Fórmula 1 está desfrutar, atualmente, de um grande crescimento e estamos confiantes que os regulamentos para 2026 vão construir o mesmo entusiasmo das mudanças de 2022", explicou o líder do organismo que regula o automobilismo a nível mundial.

Daqui a quatro temporadas, a promessa é de que os monolugares de Fórmula 1 tenham motores com mais mil cavalos de potência e um aumento da energia elétrica do carro. O MGU-H (gerador de energia a partir do calor) deverá desaparecer e espera-se que o novo MGU-K (gerador de energia cinética) produza o triplo dos motores atuais.

<strong>Aprovadas medidas no regulamento do <em>porpoising para 2022 e 2023</em></strong>

Além de serem aprovadas mudanças no regulamento para 2026, a FIA também acendeu as luzes verdes dos semáforos para a introdução de novas medidas para evitar que os pilotos tenham qualquer tipo de lesão devido ao porpoising. A oscilação vertical nos monolugares começou a ocorrer devido à revisão dos regulamentos de 2022, com a introdução dos carros com efeito solo.

A partir do Grande Prémio da Bélgica, que se vai realizar entre 26 e 28 de agosto, a Federação Internacional do Automóvel vai monitorizar o fenómeno e introduzir mudanças na rigidez dos monolugares.

Em 2023, as modificações prometem ser mais radicais, com o levantamento, em 15 milímetros, dos assoalhos dos veículos. Na próxima temporada, o difusor dos carros também será aumentado - com o cuidado de garantir que não existe impacto nos planos das componentes técnicas das equipas - e as bordas terão mais rigidez. Para controlar a oscilação, a FIA vai adicionar um sensor para monitorizar o fenómeno.

No Grande Prémio da Hungria, a última prova antes da pausa de verão, Max Verstappen consolidou a liderança do campeonato do mundo de Fórmula 1 e somou, em 13 rondas, 258 pontos, mais 80 que Charles Leclerc. No terceiro lugar, segue Sérgio Pérez com 173.

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