"Fim de ciclo." Tite confirma adeus à seleção brasileira

Selecionador brasileiro não quis fazer um balanço da sua passagem pela seleção canarinha e explicou que Neymar foi escolhido para bater o quinto penálti - o que não chegou a acontecer - pela qualidade técnica e mental para responder à pressão.

PorGonçalo Teles
© Neil Hall/EPA

O selecionador brasileiro Tite confirmou esta sexta-feira a saída do comando técnico da equipa canarinha, na sequência da eliminação, no Mundial, perante a Croácia.

Na conferência de imprensa pós-jogo, Tite falou de uma "derrota dolorida", mas garantiu que sai "em paz" com o seu trabalho, antes de anunciar um "fim de ciclo".

Perante os jornalistas, no momento da saída não quis fazer - e assumiu até não ter "capacidade" - uma análise do seu percurso na liderança da equipa, deixando a autoria desse esclarecimento para "o tempo, que pode responder melhor".

Tite assume o "fim de ciclo".

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"A dor - por mais humana, equilibrada, coerente, consciente que eu possa ter -, a emoção, está aflorada", lamentou.

Sobre o jogo - que só teve golos no prolongamento -, reconheceu que sofrer o empate "com 13 [minutos] do segundo tempo é difícil" e afetou também a força mental para responder a "uma situação assim".

O golo de Petkovic surgiu de um contra-ataque croata, numa altura em que o Brasil procurava um segundo golo, o que gerou críticas por parte do público brasileiro e acusações de alguma "desorganização", mas Tite não concorda.

"Primeiro estávamos numa ação ofensiva, colocando volume na frente, e a jogada foi interrompida", explicou. Depois de uma bola "espirrada na frente" que Danilo ainda afastou, houve um "vai e vem e uma bola [que] puxa o fundo".

"Conseguimos voltar e fechar a parte central do campo, mas a bola veio para trás, finaliza, desvia e entra, numa única finalização", lamentou.

A última polémica do jogo acabou por envolver Neymar, que seria o marcador do quinto penálti, não chegando a cobrá-lo porque Marquinhos falhou o quarto.

Perante esta decisão, Tite explicou que a estrela brasileira ficou com o "quinto e decisivo penálti" porque, assim, ficou sob "uma pressão maior o jogador que tem mais qualidade e o mental para cobrar".

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