Marega teve boa vista para a festa de São João

O avançado foi o homem do jogo.

PorBruno Dias
© Pedro Correia/Global Imagens

O intervalo foi ponto de viragem para um jogo que nos parecia contar mais uma história de uma exibição cinzenta do Dragão. Sérgio Conceição pouco satisfeito com o preâmbulo que estava a ler, decidiu ser protagonista e modificar a narrativa.

Ao intervalo mexeu e bem com a equipa, um novo dragão surgiu no relvado, pronto para chamuscar o adversário. Manafá e Uribe trouxeram mais imprevisibilidade e fluidez nas ações ofensivas.

A segunda parte é demonstrativa de uma nova cara que o técnico portista conseguiu dotar a sua equipa no regresso da competição.

A dinâmica ofensiva assente numa rápida circulação da bola, com um futebol apoiado, com envolvimento de vários jogadores e com interações sólidas entre eles permitiram ao Porto chegar com segurança ao último terço adversário em condições de ter um final feliz para a noite de festa na cidade.

Foi Marega, o homem do jogo. Marcou dois golos e ganhou dois pontapés de penálti.

O centro direita do ataque portista, não é o mesmo sem ele.

A variabilidade e potência das suas ações e, hoje, a eficácia revelada detonaram uma defesa bem organizada. A frieza revelada na finalização disparou a confiança própria e da equipa.

Contudo foi o joker, Corona, que desbloqueou o jogo. Pode jogar pela direita, pelo centro, pela esquerda mais à frente ou atrás é, na maioria das vezes, diferenciado e diferenciador. Esta noite não foi diferente, foi dele o passe letal, no meio do bloco defensivo adversário, que isola o maliano para o golo que desbloqueou o marcador permitindo ao Dragão cavalgar para uma vitória gorda.

O centro esquerda da defensiva axadrezada foi o alvo mais visado pelos azuis e brancos no resto da partida e foram daí que nasceram os lances de maior perigo para a baliza de Helton Leite que sofreu quatro golos sendo também ele incapaz de travar a avalanche portista.

Foi insuficiente a boa organização defensiva da equipa do Boavista, essencialmente no primeiro tempo, que teve sempre dificuldade em estender-se no campo e criar dificuldades à vigilante defensiva portista.

Quando a noite já se encaminhava para a festa azul e branca, ainda houve tempo para o jovem, Fábio Vieira, aproveitar a oportunidade e deixar a sua marca registada no jogo. Dez minutos em campo serviram para mostrar a sua arte num passe exímio para Marega fechar a noite com o bis que permite ao Porto distanciar-se na liderança do campeonato e festejar o São João com um sorriso no rosto após quatro marteladas no vizinho.

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