Rali de Monte Carlo: a nova era do WRC

O 90.º Rali de Monte Carlo, tradicional prova de abertura do Mundial, na estrada entre os dias 20 e 23 de janeiro, marca o início de uma nova era.

PorAntónio Catarino

A Toyota é a atual campeã|

 foto DR

A Hyundai é a atual vice-campeã|

 foto DR

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É uma mudança radical no campeonato que assinala meio século: os novos Rally1 colocam ponto final no reinado dos World Rally Car e são os veículos da transição energética preconizada pela FIA, agora sob a liderança de Mohamed Ben Sulayem, antigo piloto de ralis oriundo dos Emirados.

Os novos Rally 1 são híbridos plug-in, conjugam um motor a gasolina 1.6 turbo da anterior geração WRC, que debita 380 cavalos, com um propulsor-gerador elétrico.

A potência combinada pode atingir 516 cavalos.

A transmissão é mecânica, sem diferencial central ativo; utilizam combustíveis sintéticos em vez de fósseis e têm uma aerodinâmica menos complexa.

Para pilotos e técnicos é um mundo novo, cheio de interrogações. Os testes pré-época ficaram marcados por várias saídas de estrada, a demonstrar as dificuldades sentidas pelos pilotos.

Monte Carlo, um rali muito especial, verdadeiro quebra-cabeças na escolha de pneus, será, certamente, duro teste.

<strong>Loeb é novidade na Ford</strong>

O atual campeão Sebastien Ogier continuou fiel à Toyota: vai tentar a conquista do recorde de nove vitórias com um novo navegador, após a retirada de Julien Ingrassia.

Ogier anunciou que não fará a temporada completa; participando apenas em algumas provas.

A marca japonesa, detentora do título de construtoras, manteve o vice-campeão Elfyn Evans e o mais jovem vencedor de um rali do Mundial, Kalle Rovanpera.

A Hyundai voltou a apostar em Ott Tanak, Thierry Neuville e Oliver Solberg.

A M Sport/Ford faz a estreia do novo Puma pelas mãos de Craig Breen, Gus Greensmith - os únicos com programa completo -- Adrien Formaux e Sebastien Loeb.

O recém-2.º classificado no Dakar regressa ao Mundial e, pela 1.ª vez em 180 ralis, não terá Daniel Elena ao lado: fará dupla com Isabelle Galmiche.

De regresso, estão dois veteranos: Freddy Loix (Skoda Fabia Rallye2) e François Delecour, vencedor do Monte, e que alinhará ao volante de um Alpine A110.

O norueguês Andreas Mikkelsen (Skoda Fabia Rallye 2) defende título WRC2.

O regresso, a abrir as hostilidades, da famosa noite do Turini e do Mónaco como quartel-general do rali - o que não acontecia desde 2006 - são pontos marcantes da edição n.º 90 do mais famoso rali do mundo no ano em que o campeonato assinala meio século: há 50 anos, o virtuoso Sandro Munari, Il Drago, conquistava o triunfo no Monte Carlo ao volante de um Fulvia 1600 HF. A Lancia conquistava o primeiro triunfo de uma sequência notável.

A estrutura do Rali de Monte Carlo inclui 17 classificativas, totalizando 296 km, dos quais 95% são novidade face a 2021.

O final é no dia 23 de janeiro (domingo) no Mónaco.

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