Ex-vice do Sporting diz que foi Raul José quem sugeriu mudar hora do treino

O antigo treinador adjunto do Sporting disse que foi Bruno de Carvalho quem sugeriu a alteração da hora do treino.

Há mais uma contradição no julgamento do ataque à Academia de Alcochete: Carlos Vieira, antigo vice-presidente na direção de Bruno de Carvalho, revelou que, na reunião no dia anterior à invasão, o treino foi alterado para a tarde por sugestão de Raul José, antigo treinador adjunto de Jorge Jesus.

Esta é uma informação que vai contra o que tem sido dito no tribunal de Monsanto, até pelo próprio Raul José que, a 4 de dezembro, testemunhou que foi Bruno de Carvalho quem sugeriu que o treino fosse marcado para a tarde.

Carlos Vieira conta que esteve presente nas três reuniões realizadas no dia anterior ao do ataque e que foram convocadas para dizer que seria o fim da linha de Jorge Jesus no comando técnico da equipa. As reuniões serviriam ainda para decidir se seria aquela a equipa técnica que iria orientar o Sporting na final da Taça de Portugal, mas nelas ficou claro que Jorge Jesus já não iria permanecer na temporada seguinte.

Na reunião, explica o antigo vice-presidente dos leões, não houve despedimento: houve sim uma proposta de rescisão com vista a um acordo. Esta seria uma decisão com grande impacto financeiro, cifrado nos oito milhões de euros brutos. Jorge Jesus terá respondido: "Se é para ir embora, vou-me já embora."

O membro da antiga direção do Sporting acrescentou ainda que, depois dos incidentes no estádio dos Barreiros e no aeroporto da Madeira tudo ficou sanado e nada fazia prever que aquele ataque aconteceria. Caso contrário, a segurança de Alcochete seria reforçada.

Na manhã desta terça-feira foi também ouvido Eduardo Barroso, como testemunha de Bruno de Carvalho. O antigo presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting não acredita que o antigo líder dos leões tenha sido o mandante do ataque.

"O problema da inocência não é comigo. Não me passa pela cabeça que, se eu pensasse que Bruno de Carvalho tinha sido mandante desta situação, aceitaria ser arrolado como testemunha dele", garantiu em declarações aos jornalistas.

Eduardo Barroso sublinhou ainda que Bruno de Carvalho cometeu erros graves e entrou numa espiral destrutiva, mas terá sido alertado para isso.

Outras Notícias

Patrocinado

Apoio de

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de