Bruno de Carvalho expulso de sócio do Sporting

A assembleia-geral extraordinária do Sporting decidiu expulsar Bruno de Carvalho de sócio.

Os sócios do Sporting decidiram, este sábado, expulsar Bruno de Carvalho do clube lisboeta, ao pronunciarem-se em assembleia-geral (AG) extraordinária sobre o recurso do ex-presidente. Quase 70% dos sócios votaram a favor da expulsão.

No Pavilhão João Rocha, ao longo da tarde, votaram 5190 sócios, um número que ultrapassou a reunião de dezembro que votou a suspensão de Bruno de Carvalho.

Rogério Alves, no fim da reunião, confirmou que 69,30% dos sócios do Sporting votaram a favor da expulsão e 29,79% contra a saída do ex-presidente leonino.

No boletim de voto, o 'sim' revogava a decisão, o 'não' confirmava a expulsão de Bruno de Carvalho e Alexandre Godinho, o que acabou por consagrar-se.

À saída da assembleia-geral, Alexandra Carvalho, irmã de Bruno de Carvalho, referiu que este é preciso "dormir um bocadinho e depois tomar decisões".

"​​​​​​​É o resultado que daqui saiu, vamos ver como é que isto fica, se fica por aqui, se n​​​​​​​ão fica por aqui. Pelo menos houve algo que daqui saiu positivo: a história do Sporting mostra-nos que as presidências são normalmente curtinhas para que não se mostre a divisão que sempre existiu, para que, assim que as coisas começam a correr mal, ou sai o presidente ou entra um que nem é eleito. Desta vez durou mais a insatisfação e penso que é super positivo que esta insatisfação se esteja a notar, é muito positivo que se possa verificar que os sócios começam a manifestar-se", justifou a irmã do ex-presidente leonino.

O dia da decisão

Durante o dia, a polícia foi obrigada a intervir para acalmar o ânimo de alguns adeptos do Sporting, com Rogério Alves a pedir calma. Alguns dos protestos dos associados surgiram devido à numeração dos boletins de voto. O presidente da assembleia garante que se trata de uma questão para evitar falsificações ou duplicações, mas os sócios acreditam que o número permite a identificação de quem vota.

A irmã do ex-presidente dos leões confirmou que Bruno de Carvalho não estaria presente. Na assembleia de dezembro, que votou a suspensão de Bruno de Carvalho, foi ela a porta-voz do ex-dirigente, algo que não vai acontecer este sábado.

Bruno de Carvalho discorda do modo de funcionamento escolhido pela Mesa da Assembleia Geral, por considerar que a votação no Pavilhão João Rocha não deveria iniciar-se antes de concluir a apresentação da sua defesa - para a qual dispõe de 15 minutos -, o mesmo sucedendo com o seu antigo vice-presidente Alexandre Godinho, que também enfrenta a expulsão de associado.

Em 23 de junho de 2018, Bruno de Carvalho tinha anunciado publicamente que não iria participar na AG realizada na Altice Arena, em Lisboa, mas acabou por comparecer na sessão plenária em que foi decidida a sua destituição da presidência do Sporting, que ocupou entre 2013 e 2018, com 71,36% dos votos.

Bruno de Carvalho, de 47 anos, tornou-se o primeiro presidente leonino a ser destituído em 113 anos de história do Sporting, tendo sido posteriormente suspenso por 12 meses, o que inviabilizou a possibilidade de se candidatar às eleições de 08 de setembro, nas quais foi eleito Frederico Varandas.

Paralelamente, Bruno de Carvalho foi constituído arguido no processo de investigação judicial ao ataque à academia de Alcochete, em 15 de maio de 2018, em que foram agredidos futebolistas e técnicos, esteve na base da maior crise institucional do clube e que, no limite, provocou a sua queda e culminou na expulsão de sócio, cujo capítulo final é conhecido este sábado, com a votação do recurso.

A expulsão de associado do Sporting não é um procedimento irreversível, uma vez que os estatutos do clube de Alvalade contemplam a possibilidade de recuperar aquela condição, mediante a aprovação por maioria de dois terços, em assembleia geral convocada para esse efeito.

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