Uma inevitabilidade chamada Lewandowski bateu o Benfica em Munique

Veja os golos. Morato e Darwin marcaram os golos encarnados, mas não evitaram a derrota.

Sofrer golos contra o Bayern é uma inevitabilidade. Sofrer golos marcados por Lewandowski é também uma inevitabilidade. Marcar dois golos em plena Allianz Arena é apenas uma possibilidade para muitos, mas o Benfica fez disso uma realidade.

Os encarnados perderam esta terça-feira por 5-2 em Munique, num jogo com hat trick de Lewandowski. Gnabry e Sané também marcaram para os alemães, enquanto Morato e Darwin fizeram os golos do Benfica. Com este resultado - e porque o Barcelona venceu em Kiev - as águias caem para o terceiro lugar do Grupo E, com quatro pontos. O Bayern soma 12, é líder e está na próxima fase da Champions

Nem começou mal a noite encarnada. Ainda dentro do primeiro minuto de jogo, Pizzi viu-se com espaço dentro da grande área para rematar à baliza de Neuer. Acabou por perder-se na floresta de pernas bávaras.

Mas não demorou cinco minutos até que fossem os alemães a criar perigo. Valeu Vlachodimos que se opôs bem ao remate cruzado de Sané após cruzamento de Coman.

Apesar do susto, o Benfica não se acanhou e, metro a metro, foi chegando perto da baliza de Manuel Neuer... Até que lá colocou a bola, mesmo que não tenha valido. Houve pontapé de canto a partir da esquerda, desvio ao primeiro poste e Pizzi surgiu ao segundo poste para cabecear de novo para o coração da área, onde Veríssimo apareceu para marcar. O lance foi anulado por fora de jogo do jogador português.

Mas o rolo compressor dos bávaros tinha apenas começado a carburar. Ora Pavard, ora Davies. Ora Coman, ora Sané. E sempre o inevitável Lewandowski.

Coman trocou as voltas a Grimaldo, trocou-as ainda mais uma vez para ter a certeza de que deixava o espanhol para trás e enviou a bola para o segundo poste, onde Lewandowski cabeceou sem grande dificuldade para o 1-0.

E bastaram seis minutos para o segundo golo. Lewandowski - novamente na jogada - surge pelo corredor central, lado a lado com Gnabry, recebe a bola e arrasta o jogo para o lado direito, dando espaço ao colega de equipa para se desmarcar no coração da área. O polaco cruzou rasteiro e já só viu Gnabry usar o calcanhar para desviar para o 2-0.

E se Grimaldo esteve mal no primeiro golo sofrido, conseguiu redimir-se pouco depois. O espanhol cruzou a partir da esquerda e encontrou Morato ao segundo poste, que saltou mais do que Pavard e cabeceou para o 2-1.

Podia ter durado pouco a diferença de um golo. Kimmich surgiu no interior da grande área a cruzar para o colega de meio-campo, Goretzka, que rematou de primeira. Lucas Veríssimo acabou por desviar a bola com o braço e fez penálti. Lewandowski quis inventar tanto na marcação que Vlachodimos caiu e agarrou a bola.

E se o intervalo chegou com o 2-1, não foram precisos cinco minutos para se contar mais um golo alemão. Passe cruzado de Kimmich a encontrar Davies junto à linha de fundo, que cabeceou para assistir Sané. O alemão atirou de primeira para o 3-1.

Já se disse que Lewandowski é inevitável? Voltou a sê-lo aos 60'. O polaco recebeu a bola no seu meio-campo defensivo, deu-a a Kimmich e este isolou Sané em profundidade. O alemão arrancou, esperou pelo ponta de lança e deu-lhe a bola. Lewandowski fez o resto: recebeu orientado, picou sobre Vlachodimos e festejou o 4-1.

Chegava o momento de Jesus mexer: entravam Rafa, Darwin e Diogo Gonçalves para os lugares de Yaremchuk, Pizzi e Everton. E um deles entrou para marcar. João Mário pegou na bola, fez um túnel a Nianzou e conduziu-a até à entrada da grande área. Deu a Darwin, que finalizou sob o corpo de Neuer.

Jesus gostou do que viu e arriscou: estreou Paulo Bernardo e lançou Gonçalo Ramos para os lugares de Grimaldo e João Mário. E porque a noite de Lewandowski ainda não estava terminada, houve mesmo hat trick.

Neuer - que joga melhor com os pés do que muitos jogadores alguma vez poderão imaginar - descobriu o polaco a desmarcar-se, colocou-lhe a bola no espaço e o resto é mais do mesmo. Picou sobre Vlachodimos e festejou o 5-2.

Neuer acabou o jogo sem fazer uma defesa, mas com uma assistência na conta pessoal.

Onze do Bayern: Neuer, Pavard, Nianzou, Upamecano, Davies,Goretzka, Kimmich, Gnabry, Coman, Sané e Lewandowski

Onze do Benfica: Vlachodimos, Gilberto, Veríssimo, Vertonghen, Morato, Grimaldo, Meïté, João Mário, Pizzi, Everton e Yaremchuk

Suplentes do Bayern: Früchtl, Richards, Cuisance, Sabitzer, Sarr, Marc Roca, Tolisso, Müller, Musiala, Stanisic

Suplentes do Benfica: Svilar, Leite, Nuñez, Diogo Gonçalves, Radonjic, Rafa, Weigl, Otamendi, Paulo Bernardo, Gedson, Gonçalo Ramos e Ferro

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