Benfica, Braga e Paços punidos com jogo à porta fechada. Clubes vão recorrer

Recurso dos clubes suspende decisão de imediato.

O Conselho de Disciplina puniu esta terça-feira SL Benfica, SC Braga e FC Paços de Ferreira com a realização de um jogo à porta fechada. Esta decisão vai agora ser suspensa uma vez que os três clubes já confirmaram à TSF que vão recorrer da mesma.

A decisão final, após recurso para o CD, deve demorar apenas alguns dias a ser tomada, sendo que os clubes podem ainda recorrer para o Tribunal Arbitral do Desporto.

Para isto, os clubes devem apresentar uma providência cautelar, que será analisada pelo TAD. Caso seja aceite, a decisão final deve demorar alguns meses, ao passo que se for rejeitada, a aplicação dos castigos será imediata.

Benfica diz não compreender decisão

Fonte oficial do Benfica já confirmou à TSF que o clube vai recorrer, numa primeira fase, para o pleno do CD. O clube diz não compreender a decisão da punição com um jogo à porta fechada. A mesma fonte do clube já fez saber que, caso o Benfica tenha que recorrer ao TAD e lhe seja dada razão, vai pedir uma indemnização à Federação Portuguesa de Futebol.

Entrentanto, em comunicado, o clube da Luz alega que a acusação é "ilegal, infundada e injusta" e diz que a responsabilidade de assegurar a segurança do jogo cabia ao Estoril, equipa visitada, e não ao Benfica, equipa visitante, uma vez que o jogo em questão não ocorreu no estádio da Luz.

No mesmo documento, os encarnados adiantam que não foram identificados, nem expulsos, adeptos que estavam presentes no estádio, "obrigação esta que competia aos assistentes de recinto desportivo e às forças de segurança".

O Benfica alega também que "ficou provado", que o clube "faz-se acompanhar do seu Diretor de Segurança e/ou do Diretor de Segurança Adjunto, e do Oficial de Ligação aos Adeptos", mesmo nos jogos fora de casa.

A colocação dos adeptos também é alvo de críticas por parte dos vice-campeões nacionais, que fazem notar que "contrariando a ficha técnica do Estádio António Coimbra da Mota, os adeptos do SL Benfica foram alocados à bancada central nascente, quando o deveriam ter sido na bancada de topo norte", garantindo que o clube expressou a sua "discordância" no momento em que essa colocação foi conhecida.

O tempo de interrupção do jogo, alegadamente avaliado como "manifestação de regozijo" pelo árbitro de pártida foi, segundo o Benfica, inferior a 45 segundo, o que leva os encarnados a classificar de "ridícula a interpretação da norma aplicada" e a refutar que "estão preenchidos os requisitos que determinem a sanção de realização de um jogo à porta fechada". Leia o comunicado na íntegra aqui.

Braga e Paços punidos por agressões; Benfica reincidente

Os três processos transitam da época passada, sendo que em todos os casos a Comissão de Instrutores da Liga entendeu que existiram violações passíveis de punição com um jogo à porta fechada, entendimento efetivado pelo CD.

No caso do Benfica, a punição resulta da reincidência dos seus adeptos no que diz respeito ao arremesso de objetos. Os encarnados já tinham sido multados devido ao comportamento dos adeptos em Tondela, Portimão e Paços de Ferreira, sendo que a repetição do comportamento na deslocação ao Estoril terá causado a interdição do Estádio da Luz a adeptos por uma partida.

Nos casos de Braga e Paços de Ferreira, os clubes foram punidos devido a "agressões simples com reflexo no jogo por período igual ou inferior a 10 minutos". Os jogos em causa são a recepção dos bracarenses ao Sporting e a dos pacenses ao Belenenses.

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