Vieira e SAD arguidos em investigação sobre crimes fiscais. CMVM suspende as ações encarnadas

As ações da Benfica SAD foram suspensas esta terça-feira pela CMVM. Fonte dos encarnados revela à TSF que o presidente foi constituído arguido em processo sobre crime fiscal.

A SAD do Benfica e o presidente do clube, Luís Filipe Vieira foram constituídos arguidos num processo sobre crimes fiscais. À TSF, fonte oficial do clube confirma que a SAD e o presidente estão entre os arguidos. O presidente foi ouvido esta segunda-feira pela investigação e é o único arguido individual, por presidir à sociedade.

Os advogados do clube já apresentaram um requerimento para saber se o processo se encontra em segredo de justiça.

Fonte oficial reitera que este é um processo de crime fiscal, que nada tem a ver com questões desportivas ou "sacos azuis", numa referência à notícia desta terça-feira do jornal A Bola.

Entretanto, a CMVM suspendeu as ações da SAD encarnada. Diz a CMVM que aguarda informações por parte da SAD encarnada sobre assuntos relevantes.

Luís Filipe Vieira ouvido na segunda-feira

O Benfica confirma que o presidente Luís Filipe Vieira e outros dirigentes do clube foram ouvidos no âmbito de uma fiscalização da Autoridade Tributária esta segunda-feira. Fonte oficial revela que os responsáveis foram chamados a um inquérito relacionado com questões de IVA e IRC, mas nega que este processo tenha a ver com a Operação Saco Azul.

O jornal A Bola escreve esta terça-feira que Luís Filipe Vieira pode ser constituído arguido num processo que resulta de uma investigação das autoridades sobre dinheiro para pagamento de serviços que alegadamente nunca foram prestados, no âmbito da Operação Saco Azul. Fonte oficial do Benfica desvaloriza esta notícia, e nega que a inquirição tenha que ver com a Operação Saco Azul.

Ainda segundo o jornal A Bola, esta terça-feira prosseguem as inquirições. Vão ser ouvidos o CEO do clube, Domingos Soares de Oliveira e o diretor financeiro do Benfica, Miguel Moreira.

Buscas em junho de 2018

Em junho de 2018, foram realizadas buscas no Estádio da Luz e constituídos seis arguidos - entre eles, três empresas, segundo a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa, mas nenhuma delas era a SAD encarnada ou empresas do universo empresarial do Benfica.

Em comunicado, a Procuradoria adiantava na altura que as buscas foram feitas à Sport Lisboa e Benfica SAD e à Benfica Estádio Construção Gestão Estádios. Em causa estão suspeitas de que estas duas sociedades terão realizado " várias transferências bancárias para uma conta titulada por uma outra sociedade" num valor de quase 2 milhões de euros (mais precisamente, 1.896.660,00€).

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