Rafa e Seferovic: uma sociedade que lançou o Benfica para o 3.º lugar

Veja os golos. Encarnados somam agora 51 pontos, mais um do que o Braga.

Primeiro assistiu um, depois assistiu o outro, mas ambos marcaram. Rafa e Seferovic construíram, esta noite, a vitória do Benfica sobre o Braga, por 2-0, que vale o terceiro lugar do campeonato aos encarnados.

Com esta vitória, o Benfica soma agora 51 pontos, mais um do que os bracarenses que caem para o quarto lugar, e fica a três pontos do FC Porto, segundo classificado do campenato.

Este sábado, Jorge Jesus tinha admitido a possibilidade de utilizar um esquema com três centrais, plano de jogo que confirmou ao lançar no onze inicial Otamendi, Lucas Veríssimo e Vertonghen - estes dois últimos a jogar sobre a direita e esquerda, respetivamente.

Já Carlos Carvalhal manteve a confiança no jovem defesa Bruno Rodrigues, de 19 anos, que colocou no centro da defesa com Tormena e Borja. Galeno tornava-se, no momento defensivo, em ala esquerdo e acompanhava as investidas de Diogo Gonçalves.

Foi aos nove minutos que surgiu a primeira oportunidade de golo da partida. Waldschmidt lançou Grimaldo em profundidade e, descaído para a meia esquerda do ataque encarnado, o espanhol não conseguiu levar a melhor sobre Matheus.

Com 15 minutos de jogo e apenas uma oportunidade de golo, destacava-se o posicionamento de Waldschmidt, que esta noite fazia, com Rafa, uma dupla de apoio a Seferovic, apostando nos passes em rutura. A noite parecia correr um pouco pior a Lucas Veríssimo que, aos 17', precisou de se sentar no relvado e pedir assistência médica.

Melhor no jogo, os encarnados viram João Pinheiro assinalar um penálti de Matheus sobre Seferovic mas, consultadas as imagens, o VAR concluiu que o suíço tinha partido em posição de fora de jogo por 10 centímetros.

O Braga apostava numa estratégia atacante muito semelhante à do Benfica, com Ricardo Horta e Piazon a jogarem no apoio a Abel Ruiz enquanto Fransérgio e Al Musrati policiavam o meio-campo.

Ainda assim, foi preciso pouco mais de meia hora para que os bracarenses encontrassem, também, o espaço nas costas da defesa do Benfica: Ricardo Horta saiu disparado mas, ao cruzar, só encontrou os pés de Vertonghen. O belga não fez cerimónia e tirou a bola do interior da grande área, já com Ruiz nas costas.

Rafa, que aparecia no jogo apenas a espaços, conquistou um livre perigoso aos 37' que obrigou Matheus a aplicar-se para negar o primeiro golo da partida a Seferovic. Valeu a defesa, porque pouco depois o Braga ver-se-ia em maus lençóis.

Fransérgio calculou mal a trajetória de uma bola aérea e de Rafa. Entre os dois, acertou no internacional português. Depois do cartão amarelo que tinha visto 12 minutos antes, viu o segundo e foi tomar banho mais cedo (39'). João Novais entrou para o seu lugar e Ruiz foi o sacrificado. Saiu do relvado a discutir com João Pinheiro e quem pagou foi a cadeira onde se sentou.

Ainda assim, e já em cima do intervalo, o Braga podia mesmo ter chegado ao primeiro. Otamendi calculou mal a força de um passe para Helton Leite e obrigou o guarda-redes a sair aos pés de Piazon para evitar o primeiro.

Valeu ouro. Segundos depois, Seferovic tira toda a defesa bracarense do lugar, aguenta os adversários e lança a bola no espaço para Rafa. Em velocidade e só com Matheus pela frente, atirou a contar (45+2').

O Benfica chegava ao intervalo em vantagem, com mais um jogador em campo e a liderar na posse de bola (68%). Não houve alterações ao intervalo em qualquer das equipas.

A precisar de um abanão, João Novais tratou de acordar o SC Braga. Aproveitou um livre do meio da rua e fez estremecer a trave da baliza defendida por Helton Leite. Mas o Benfica continuava a dominar.

Desta vez trocaram-se os papéis. Rafa guardou a bola, avançou pelo corredor central e lançou Seferovic em velocidade. Em frente a Matheus, o suíço não perdoou e fez o 2-0 (56').

Com uma vantagem de dois golos, Jesus escolheu tirar Waldschmidt do campo para lançar Pizzi. Já Carvalhal quis voltar a ter um ponta de lança em campo e fez entrar Sporar, retirando Piazon.

Uma vez mais, eram os encarnados quem criava perigo. Taarabt surgiu pela direita e cruzou para o primeiro poste, onde surgiu Seferovic a cabecear em mergulho. Matheus disse "presente" e impediu o que seria o terceiro golo da noite.

A 15 minutos do fim, Lucas Veríssimo - que já tinha sido assistido na primeira parte - teve mesmo de sair. Jardel entrou para o seu lugar e instalou-se como defesa central mais à direita. Começava a pressão bracarense.

Primeiro foi um cruzamento de João Novais que saiu chegadíssimo à baliza. Depois foi Sporar que, aos 80', foi lançado por João Novais e disparou em direção à baliza. Em frente a Helton Leite, optou pela força e aqueceu as luvas ao brasileiro.

Apercebendo-se do que estava a acontecer, o Benfica optou por começar a guardar a bola, com Pizzi a assumir a batuta. Jorge Jesus ajudou a partir do banco ao lançar Everton, Gilberto e Gabriel para os lugares de Diogo Gonçalves, Rafa e Taarabt. Pizzi ainda teve o 3-0 nos pés já depois dos 90', mas não aproveitou o passe de Seferovic.

Onze do SC Braga: Matheus, Esgaio, Tormena, Bruno Rodrigues, Borja, Al Musrati, Fransérgio, Piazon, Ricardo Horta, Galeno e Abel Ruiz

Onze do SL Benfica: Helton Leite, Otamendi, Lucas Veríssimo, Vertonghen, Diogo Gonçalves, Grimaldo, Weigl, Taarabt, Rafa, Waldschmidt e Seferovic

Os bracarenses chegam a este jogo a 14 pontos do Sporting e a quatro do FC Porto, tendo mais dois do que as águias.

O jogo é arbitrado por João Pinheiro, assistido por Tiago Costa e Pedro Ribeiro. No VAR está Luís Godinho.

Suplentes do SC Braga: Tiago Sá, Zé Carlos, João Novais, Gaitán, André Horta, Sporar, Caju, Rodrigo Gomes e Zé Pedro

Suplentes do SL Benfica: Vlachodimos, Gilberto, Everton, Gabriel, Darwin, Pizzi, Jardel, Pedrinho e Nuno Tavares

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