Bruno de Carvalho dispensado das próximas sessões de julgamento

Defesa do presidente leonino alegou falta de transporte próprio e ocupação profissional como fatores de incompatibilidade.

Bruno de Carvalho e outros 17 arguidos do caso da invasão e agressões na Academia de Alcochete foram dispensados das próximas sessões de julgamento, excepto das alegações do Ministério Público (MP). A defesa do ex-presidente do Sporting alega que este não tem meio de transporte próprio e a sua profissão - que lhe ocupa duas horas de manhã e duas horas ao fim do dia - o obriga a faltar.

À saída da primeira sessão do julgamento da invasão à Academia do Sporting, em Alcochete, distrito de Setúbal, em 15 de maio de 2018, que começou na manhã desta segunda-feira no Tribunal de Monsanto, em Lisboa, Bruno de Carvalho defendeu que tinha sido "fácil" colocar os jogadores e treinadores em segurança.

"Havia, a partir daquelas portas de vidro, a possibilidade de colocar os jogadores em segurança. [A possibilidade] Era total. É isso que quero demonstrar, com conhecimento, in loco, que teria sido completamente fácil colocar os jogadores, treinadores e toda a gente em segurança. Se calhar a pessoa responsável por isso tem de responder", atirou o antigo presidente leonino.

Bruno de Carvalho insiste na ideia de provar que era possível - assim que alguém foi avisado do ataque - colocar os jogadores em segurança. "Para isso, é preciso que o coletivo de juízes tenha conhecimento, no local, daquilo que é a academia", defendeu, excluindo-se de responsabilidades nessa dimensão.

Bruno de Carvalho só fala depois de ouvidas as testemunhas

O advogado do ex-presidente leonino, Miguel Fonseca, não duvida da importância dos testemunhos de quem "viu na primeira pessoa" o que se passou e faz uma comparação: "O MP não pode dizer que o dono da horta mandou ir roubar as laranjas e depois acusar quem foi lá roubar as laranjas de afinal ter cometido um crime público."

Sobre os depoimentos de Bruno de Carvalho, o advogado garante que "não poria" o seu cliente a falar "depois de se saber do que se está falar" e que, por isso, o antigo presidente do Sporting ainda não fez qualquer declaração.

Esta terça-feira, vão ser ouvidos os órgãos da polícia criminal que estiveram em Alcochete. O mesmo acontece na próxima quinta-feira, sendo que serão ouvidos seis membros dos órgãos policiais por dia.

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