Cada vez mais andaimes para ver as corridas de automóveis em Vila Real

Estruturas em ferro e madeira são instaladas em terrenos privados e em pontos estratégicos junto às zonas mais rápidas ou difíceis do circuito.

A instalação de andaimes da construção civil para ver as corridas de automóveis de Vila Real tem vindo a proliferar. As estruturas de ferro e madeira são cada vez mais, maiores, mais cómodas, cobertas por redes para proteção solar e complementadas com serviço de comes e bebes, casa de banho e, até, televisores para verem a competição em toda a pista.

É o caso da barraca do Salsa, que Pedro Teixeira e o amigo David Miguéis, "aficionados pelas corridas desde miúdos", instalaram no jardim da casa dos pais do primeiro. Tem lotação para 64 pessoas e está esgotado há várias semanas. Tem lá aficionados das corridas de automóveis que chegaram de Lisboa, Guarda, Vila do Conde e Fafe, para além de vila-realenses.

Joaquim Soares e Filomena Soares, casal da zona do Porto que participa em ralis, decidiram ver as corridas de Vila Real, instalados no andaime da barraca do Salsa, alcunha pela qual é conhecido Pedro Teixeira. "É um ambiente fantástico. Tenho bilhetes para a bancada, mas prefiro estar no andaime", afiança o piloto.

Filomena Soares prefere ver as corridas com o marido ao lado, na bancada, pois quando ele está na pista "não usufrui a 100%". Este ano decidiram que iriam divertir-se juntos, no andaime do qual já não prescindem.

Além de Joaquim e Filomena, Pedro Teixeira orgulha-se de atrair aficionados que passam lá os três dias de corridas, sempre muito animados e prontos para apoiar os pilotos da terra. "Venho para aqui na sexta-feira de manhã e só saio no domingo à noite", atira António Matos que, tal como a maioria dos vila-realenses, tem "as corridas no sangue". Mas para além delas, valoriza-se muito "o convívio com os amigos".

"O dia passa-se com muita cerveja e alguma água de manhã", brinca Paulo Mourão, enquanto Pedro Couto admite que está ali para "ver a alegria dos amigos que correm". São pessoas que, segundo diz, "fazem 30 por uma linha para poderem correr em Vila Real" e quando o conseguem geram neste amigo "uma grande satisfação por vê-los a concretizar um sonho".

Mais acima, na curva 16, com vista para a reta de Mateus, Manuel Carvalho tem um andaime mais pequeno, mas nem por isso menos frequentado, com comida e bebida reforçada. A filha, Marlene Rodrigues, veio de Setúbal, onde vive há alguns anos, de propósito, para ajudar na barraca do pai, mas, sobretudo, para ver as corridas porque "é uma fã incondicional". "Faça chuva, faça sol, tenho de estar cá todos os anos", sublinha esta reguense de nascença e vila-realense por adoção.

Este domingo é o dia principal do 51º do Circuito Internacional de Vila Real, com ponto alto às 13.10 e 17.15, horas a que vão começar as corridas da Taça do Mundo de Carros de Turismo. Para além desta competição, a cidade de Vila Real acolhe ainda seis provas nacionais: Campeonato de Portugal de Velocidade, dos 1300, dos Legends, dos Classics e da Kia Picanto GT Cup.

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