"Castigo exagerado." Empresário de Gelson Martins fala sobre decisão da Liga Francesa

O jogador do Mónaco vai ficar fora da competição até ao final da época.

O avançado português Gelson Martins vai ficar suspenso por seis meses devido aos empurrões que deu ao árbitro Mikael Lesage na partida contra o Nimes, anunciou na quinta-feira a Liga Francesa de Futebol Profissional (LFP). O empresário do jogador, Ulisses Santos, considera que este é um "castigo exagerado".

O internacional de 24 anos, que já estava suspenso preventivamente desde o início de fevereiro, ficou a conhecer o castigo definitivo da LFP e vai ficar fora da competição até ao final da época.

"Um castigo exagerado perante os factos", começa por dizer Ulisses Santos em conversa com a TSF. O representante considera que o ato do avançado foi "irrefletido, mas não foi uma agressão ao árbitro".

A 22.ª jornada da Liga Francesa, a 1 de fevereiro, ficou marcada pelo jogo entre o Mónaco e o Nimes - com a derrota dos monegascos por 3-1 - quando Gelson Martins perdeu a cabeça ao ver o colega de equipa Bakayoko a ser expulso aos 32 minutos. O jogador português viu também o cartão vermelho durante a partida, após ter empurrado, por duas vezes, o árbitro do encontro.

A equipa de arbitragem considerou a atitude muito grave, mas Ulisses Santos defende que as palavras do juiz do jogo foram exageradas.

"O árbitro dizer que foi brutalmente atacado e que teve três noites sem dormir por causa disso parece-me exagerado", afirma o empresário.

Ulisses Santos, que tem estado em "contacto permanente" com o antigo jogador do Sporting, revela que é possível recorrer da decisão da LFP e está a "analisar, em conjunto com o Mónaco, o que é benéfico fazer ou não".

Gelson Martins só pode voltar a atuar a 6 de agosto, mas o empresário garante que "vai continuar a trabalhar".

Em relação ao Euro2020, ainda estão à espera de saber se o castigo também se aplica aos jogos internacionais. Caso não se aplique, o avançado português "estará disponível para a seleção".

O Mónaco também reagiu à decisão da Comissão Disciplinar da LFP e considera-a "muito pesada".

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