Chaves sobe à I Liga passados 17 anos

O treinador Vítor Oliveira conseguiu pela nona vez conduzir uma equipa ao principal escalão do futebol português, após um empate a uma bola, em casa do Portimonense, e a uma jornada do fim da prova.

O Desportivo de Chaves 'carimbou' este domingo o regresso à I Liga de futebol, depois de estar desde a 16.ª jornada em lugar de subida. Na última temporada, os flavienses falharam o acesso ao principal escalão do futebol português na última jornada.

Vítor Oliveira fala da importância do presidente do clube na subida de divisão

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O empate 1-1 no terreno do Portimonense, na 45.ª e penúltima jornada, foi suficiente para o clube flaviense voltar ao primeiro escalão, 17 anos depois da última presença (1998/99).

Vítor Oliveira explica como ter sucesso na II Liga

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A equipa de Trás-os-Montes, a única sem derrotas em casa na II Liga, apostou 'forte' na época 2015/16, nunca escondendo que o objetivo era a subida, e contratou o técnico Vítor Oliveira, apelidado como o 'rei' das subidas, que soma hoje, no seu currículo, a sua nona promoção.

Ao longo do campeonato, que ainda não terminou e no qual começou com cinco jogos consecutivos sem perder, o emblema 'azul-grená' conseguiu, entre a 13.ª e 25.ª jornada, uma série de 13 jogos sem derrotas.

A partir da 16.ª jornada, o Desportivo de Chaves alcançou, depois de vencer o Sporting B, os lugares de subida e nunca mais de lá saiu.

Com 21 vitórias e 16 empates, 10 deles caseiros e sete na primeira volta, o clube transmontano fez uma segunda metade da época mais consistente.

Com 11 golos marcados até agora, o avançado Barry é o melhor marcador da equipa e tornou-se o segundo melhor marcador da história do Desportivo de Chaves, com 38 golos em três épocas, 11 deles assinalados esta temporada.

Além do técnico, que o ano passado subiu o União da Madeira, também o jogador Tozé Marreco, que assinou no último dia do 'mercado' de inverno, repetiu a experiência da subida, depois de na época 2014/15 ter estado ao serviço do Tondela que se sagrou campeão da II Liga.

'Rei' das subidas confirma estatuto com ascensão do Desportivo de Chaves

O treinador Vítor Oliveira assegurou mais uma promoção ao escalão principal do futebol nacional, desta vez ao comando do Desportivo de Chaves, e reforçou o estatuto de 'rei' das subidas na II Liga portuguesa.

Aos 62 anos, o antigo futebolista, natural de Matosinhos, que já orientou quase duas dezenas de emblemas, operou o regresso dos transmontanos à I Liga, depois de uma ausência desde 1999, somando a nona subida da carreira e a quarta consecutiva, em 16 presenças no segundo escalão.

Há 11 meses, Vítor Oliveira já tinha conduzido o União da Madeira ao convívio dos 'grandes', depois de ter igualmente participado nas campanhas profícuas de Arouca (2012/13) e Moreirense (2013/14) na II Liga.

Porém, o técnico não acompanhou nenhum destes três clubes na subida, sendo que, no caso dos minhotos, acabou mesmo por deixar a equipa antes do final da temporada, saindo após a 33.ª jornada, quando o Moreirense ocupava o segundo lugar da prova, atrás do líder FC Porto B.

No final da temporada passada, Vítor Oliveira explicou o porquê de fazer carreira na II Liga, ao invés de seguir o percurso das equipas que sobe.

"Às vezes é melhor estar na II Liga a jogar para subir, do que estar na I Liga a perder e a desgastar-se. Nessas duas propostas, acho que prefiro uma equipa da II. Gosto de futebol e de treinar, independentemente de ser na I ou na II. Mas, como disse aos jogadores, bom mesmo era estar na I Liga", disse.

Ainda assim, a 'ligação' de Vítor Oliveira ao segundo escalão começou no início da década de 90, liderando o Paços de Ferreira à I Liga, em 1990/91, algo que voltaria a alcançar com Académica (1996/97), União de Leiria (1997/98), Belenenses (1998/99) e Leixões (2006/07).

Também nesses anos, o técnico optou por não continuar com os emblemas que orientava, exceção feita ao Paços de Ferreira, no qual se manteve na temporada seguinte à subida, terminando no 12.º posto da I Liga 1991/92.

Na divisão maior, Vítor Oliveira contabiliza 14 presenças, a última das quais ao comando do Moreirense, em 2004/05, quando não terminou a época, sendo substituído por Jorge Jesus, a três rondas do final da prova.

Entre os desempenhos na I Liga, sobressai um sétimo lugar pelo Portimonense, em 1985/86, bem como um oitavo e um nono pelo Gil Vicente, respetivamente em 2002/03 e 1992/93.

Agora, pelo histórico Desportivo de Chaves, Vítor Oliveira prepara-se para regressar à I Liga, sabendo de antemão que, até ao momento, todas as equipas que subiu mantiveram-se no escalão principal na época seguinte.

Chaves foi 'salvo' por empresário local em 2011

O Desportivo de Chaves esteve para ser decretado insolvente em 2011, mas um empresário local, Francisco Carvalho, - ligado ao mundo da música e marido da cantora popular Ágata -, investiu no clube e manteve o seu nome no mundo do futebol.

Com uma estrutura maioritariamente familiar, na presidência da direção está um dos seus filhos, Bruno Carvalho, e outro, Francisco Carvalho, lidera a SAD.

Em 2013, o Desportivo de Chaves, sob o comando do ex-capitão portista João Pinto, subiu à II Liga e sagrou-se campeão da II Divisão, conquistando o único título da sua história.

Nesse ano, numa iniciativa inédita, o clube criou um equipamento alternativo com o primeiro e último nome e número dos sócios sobe o lema 'Por amor à camisola'.

O Estádio Municipal Eng.º Manuel Branco Teixeira, com lotação para 10.000 espetadores, vai entrar em obras no final do campeonato, por imposição da Liga de clubes, estando previstas remodelações de bancadas, balneários ou instalações sanitárias.

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