Goleada em Praga com os olhos em Braga. Portugal vence Chéquia e mantém vivo o sonho da final four

A Fortuna Arena, na capital da Chéquia, foi o palco da terceira vitória em cinco jogos da seleção portuguesa na Liga das Nações. De Praga, as malas seguem para Braga, onde se vai decidir a passagem à final four da competição, frente à Espanha, que perdeu frente à Suíça e cedeu a liderança a Portugal. Veja os golos.

Portugal venceu, este sábado, a Chéquia, por 4-0, em jogo a contar para a quinta jornada da Liga das Nações. O bis de Diogo Dalot e os golos de Bruno Fernandes e Diogo Jota foram o esplendor de um jogo quase sempre dominado pela equipa das quinas, brindada com a subida ao primeiro posto do grupo 2.

Os primeiros minutos do encontro contaram com uma equipa das quinas a controlar quase na totalidade a posse de bola do encontro. No outro lado do campo, os checos entraram com uma postura de pressão alta para tentar contrariar as investidas ofensivas do adversário.

Após um período de maior aperto de Portugal na área checa, com oportunidades para abrir o marcador, a Chéquia tentou colocar gelo na superioridade portuguesa. A partida, entretanto, esteve parada alguns minutos para que fosse possível assistir Cristiano Ronaldo, que saiu combalido após uma disputa pelo ar com o guarda-redes da seleção da casa, Vaclík.

O início foi morno, mas a Chéquia também contou com o seu momento para criar perigo perto da baliza de Diogo Costa. Coufal apareceu pelos seus terrenos favoritos, no lado direito, e, num cruzamento com peso e medida, encontrou Barak, que realizou um cabeceamento que passou perto do poste esquerdo.

Depois do susto, a alegria para os portugueses. Aos 33 minutos, Diogo Dalot começou o lance, isolou Bruno Fernandes na ala e este, com espaço, levantou a cabeça, pronto para servir Ronaldo, que não chegou a tempo de finalizar. Ainda assim, Rafael Leão recebeu a bola e devolveu ao primeiro remetente, Diogo Dalot, que se tornou destinatário do 1-0 para Portugal em Praga, marcando o primeiro golo de quinas ao peito.

Quase dois anos depois, Mário Rui regressou à seleção nacional. Foi dos pés do lateral do Nápoles que saiu a bola que serviu Bruno Fernandes para o segundo dos portugueses no encontro, nos descontos da primeira metade do encontro.

Antes do apito para a saída rumo aos balneários, ainda houve tempo para uma grande penalidade assinalada contra Portugal. Chamado a bater, o avançado checo, Patrick Schick, errou o alvo, com um remate que saiu muito acima da trave da baliza defendida por Diogo Costa. 2-0 era o resultado no final da primeira parte.

A segunda parte começou como terminou a primeira: com o domínio de Portugal. Diogo Dalot voltou a aparecer em terrenos que os avançados costumam pisar e, fora da área, rematou colocado, sem hipóteses de defesa para Vaclík. Em Praga, uma goleada começava a ser desenhada.

Após o terceiro golo, a seleção comandada por Fernando Santos passou pelo pior período no jogo, mas num modo de gestão. A posse de bola passou para o lado da Chéquia, mas a seleção da casa não conseguia criar perigo e reduzir a desvantagem no marcador.

Mesmo com uns minutos de menor intensidade por parte de Portugal, os checos não aproveitaram. O mesmo não se pode dizer dos portugueses, que aproveitaram para aumentar ainda mais a vantagem, por intermédio de Diogo Jota que, de cabeça, fez o quarto golo, aos 82 minutos, e fechou a contagem, para o 4-0 final.

Devido ao triunfo da Suíça em Saragoça (2-1), Portugal voltou ao comando do Grupo A, com 10 pontos, contra oito da Espanha, seis dos helvéticos e quatro da República Checa. Em Braga, esta terça-feira, Portugal pode carimbar a passagem à final four se não perder com a seleção espanhola.

Onze da Chéquia: Vaclík, Zima, Brabec, Jemelka, Coufal, Soucek, Král, Zeleny, Barak, Hlozek e Patrick Schick

Onze de Portugal: Diogo Costa, Diogo Dalot, Rúben Dias, Danilo, Mário Rui, William, Rúben Neves, Bruno Fernandes, Bernardo Silva, Rafael Leão e Ronaldo

Suplentes da Chéquia: Stanek, Pavlenka, Kalvach, Kuchta, Havel, Vlkanova, Kudela, Tecl, Cerny e Sevcik

Suplentes de Portugal: Rui Patrício, José Sá, Tiago Djaló, Nuno Mendes, João Palhinha, Gonçalo Ramos, Matheus Nunes, Vitinha, João Mário, Ricardo Horta, Diogo Jota e Pedro Neto

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