Corpo "não permitiu" mais. Patrícia Mamona lamenta oitavo lugar

Atleta portuguesa admite dores durante a prova e fala de um problema no músculo posterior da coxa.

Patrícia Mamona esteve na final do triplo salto dos Mundiais de Atletismo fisicamente diminuída quase todo o concurso, mas, mesmo assim, conseguiu ser oitava classificada, o melhor resultado de sempre de uma portuguesa.

Abriu o concurso a 14,40 metros e logo após o salto sentiu dor no posterior da coxa. Não desistiu, só que as marcas foram sucessivamente decaindo, ao longo dos seis saltos.

Numa noite em que reconhece que o corpo não acompanhou a motivação que tinha, acaba por melhorar um posto face ao nono de Londres2017, que já era o melhor de sempre de uma triplista portuguesa - e ganha motivação redobrada para os Jogos Olímpicos.

"A minha mente estava preparada para saltar muito... tive um aquecimento excelente, estava bastante bem, bastante confiante. No primeiro salto, abri logo com uma marca que me garantia para a final, mas senti que o posterior da coxa contraiu demasiado", explicou a atleta.

Mamona explicou que tentou "gerir a prova mais em termos de dores", e focar-se, "mas não foi possível melhorar": após os 14,40 metros, marcou 14,34, 14,30, 14,17 e dois nulos.

"O posterior contrai, reflete-se nas costas e a corrida muda muito", prosseguiu, explicando que a lesão afeta a corrida.

Certeza quanto à lesão ainda não há, apenas a expectativa de que seja uma contratura, facilmente recuperável.

"Com a adrenalina, não estou a perceber muito bem o que se está a passar com o posterior. Espero que tenha sido só uma contratura. Estou a gerir a dor, mas também a época já acabou e tenho tempo para recuperar. Espero que não tenha sido nada de mais", disse.

A atleta lusa até vinha preparada para fazer o seu melhor concurso de sempre.

"A minha mentalidade e o meu foco estavam no auge, disse que era hoje que ia bater o recorde pessoal, mas o meu corpo não o permitiu e quando não estão os dois alinhados, não se vai a recordes pessoais. Tenho de continuar a treinar, tenho de pensar já na próxima época", referiu ainda a atleta, para quem esta presença "foi um bom teste para os Jogos Olímpicos, que vai ter um nível extremamente alto".

A 'triplista' portuguesa lembrou as marcas, nomeadamente que "o bronze foi a 14,73 metros".

"Acho que também consigo fazer essa marca. Este foi o melhor registo a nível de mundiais, nunca tinha entrado na final das finais, entrei, continuo a progredir. Estava mesmo com a cabeça em saltar muito, não posso estar triste, porque o meu corpo não permitiu, dei o meu melhor", finalizou a saltadora portuguesa.

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