Covid-19 chega ao salto à vara. Campeão do mundo abandona Tóquio

Sam Kendricks já não está na aldeia olímpica. Ele foi um dos saltadores que testou positivo e diversas delegações temem o efeito dominó.

Sam Kendricks, o atual campeão do mundo e principal opositor do sueco Armand Duplantis, considerado atualmente o grande fenómeno desta modalidade, está infetado com Covid-19.

O anúncio foi feito pelo comité olímpico norte-americano. O pai e treinador do atleta garantiu que este se sente bem e não tem sintomas. Apesar disso Kendricks já não está na aldeia olímpica. Ele foi transferido para um hotel em Tóquio onde está em isolamento.

Depois de conhecido o resultado do teste, 63 atletas da delegação australiana ficaram em isolamento porque três deles estiveram em contacto direto com Kendricks. A medida foi, entretanto levantada, depois de todos terem testado negativo.

Para além do campeão do mundo também o argentino Germán Chiaraviglio, que esteve na final do Rio de Janeiro, está com Covid-19.

No 6º dia de provas, os jogos de Tóquio ganharam uma nova heroína. Sunisa Lee, que partiu como numero 2 da equipa norte americana de ginástica, fez esquecer Simone Biles e conquistou a final individual.

Na prova houve outra estreia: Rebeca Andrade, que ficou em segundo lugar, conquistou a primeira medalha do Brasil nesta modalidade.

A ginasta brasileira, cuja carreira foi marcada pelas lesões, teve alguém muito especial a torcer por ela na bancada. Quando terminou a prova nas paralelas assimétricas foi possível ver Simone Biles a aplaudir de forma entusiasmada Rebeca Andrade.

A norte-americana garantiu, no entanto, no final da prova ter ficado muito contente com a conquista de Sunisa Lee.

Neste momento ainda não se sabe se Biles vai ou não participar na final de aparelhos.

Nestas olimpíadas há cerca de 60 irmãos em competição. Alguns já conquistaram medalhas como é o caso das gémeas britânicas Jennifer e Jessica Gadirova. As duas integraram a equipa de ginástica que conseguiu o terceiro lugar. Na prova havia mais dois pares de gémeas de Itália e dos Países Baixos.

Pelo Japão, os irmãos Hufimi e Uta Abe ganharam duas medalhas de ouro no judo. Também os croatas Martin e Valent Sinkovic ganharam ouro no remo.

A delegação britânica é aquela que mais irmãos levou a Tóquio. São 18 na totalidade, os Estados Unidos levaram 14.

Estes são também os Jogos Olímpicos mais inclusivos da história. 168 atletas assumiram-se como membros da comunidade LGBTI +.

Alguns são bem conhecidos, como Megan Rapinoe, da seleção americana de futebol. Brittney Griner basquetebolista, também norte americana, e o novo campeão olímpico de saltos para a água, da prancha de 10 metros, o britânico Tom Daley.

Há ainda dois atletas transgénero. A futebolista canadiana Rebecca Quinn e a halterofilista neozelandesa Laurel Hubbard.

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