Da leitura do espaço à personalidade, o perfil de Luiz Júnior por quem o orientou

O Futebol Clube do Porto está no mercado à procura de um novo guarda-redes. Ao que a TSF apurou, para além das sondagens a Samuel Portugal - já confirmada pelo Portimonense -, e Andrew Silva, os dragões estão também a avaliar Luiz Junior, guarda-redes de 21 anos do Famalicão. Com 54 jogos na Liga, o guardião famalicense é a prioridade dos dragões.

Luiz Júnior chegou a Portugal com idade para atuar nos escalões de formação. Os antigos treinadores do guardião de 21 anos elogiam a personalidade do atleta e garantem que está preparado para jogar num dos grandes do futebol português, mesmo que não seja titular na primeira temporada.

António Barbosa orientou Luiz Junior na equipa de sub-23. "Ele chegou com idade de júnior, sendo que nesse momento, na pré-temporada, tínhamos alguma indefinição para o lugar de guarda-redes titular", recorda o técnico. Mas o guardião não demorou muito a conquistar espaço.

"O Luiz Júnior tem uma capacidade de trabalho notável, mas esse é um lugar-comum para os bons jogadores", explica António Barbosa. "O que nos chamou a atenção - sobretudo num primeiro momento ao treinador de guarda-redes Vitor Alcino - foi a capacidade de evolução e de aprendizagem, a forma como adquire uma competência de um treino para o outro. Chegou como um jogador que esteve quase um ano parado, sem ritmo competitivo, mas rapidamente nos apercebemos da capacidade para evoluir", aponta o antigo técnico do Famalicão.

Perante o interesse do Futebol Clube do Porto, António Barbosa lembra que Luiz Júnior se mostrou no passado um jogador paciente. "Ele já viveu o facto de não ser titular no lugar onde estava. Já mostrou a resiliência para a função. O que se faz nessa época sem jogar é o que depois, mais tarde, acaba por dar a capacidade a um guarda-redes para voar mais tarde", explica o antigo treinador do Famalicão sub-23.

"Se não for de imediato uma aposta, será no futuro, com a mentalidade que tem a e a persistência, um guarda-redes de futuro no Futebol Clube do Porto ou numa outra grande equipa", garante António Barbosa.

Guarda-redes para uma equipa grande

Também Carlos Vaz Pinto orientou Luiz Júnior nos sub-23 do Famalicão. O técnico não tem dúvidas da capacidade do guarda-redes para ser útil ao Futebol Clube do Porto. "Tinha já na altura boa distribuição. Com os pés foi sempre do ponto de vista técnico um jogador com qualidade e tranquilidade. Na comunicação dava-nos feedbacks que ajudavam a equipa, com um entendimento do jogo acima do habitual para a idade", classifica o técnico.

Desde o primeiro jogo mostrou grande tranquilidade entre os postes e teve o aval de quem, na estrutura do clube, estava acima e abaixo do escalão. Vaz Pinto destaca o papel de Rui Batista, treinador dos juniores do Famalicão, mas também da relação com Miguel Ribeiro - diretor do clube -, e o então treinador, João Pedro Sousa.

"É um guarda-redes maduro, com uma personalidade forte. Foi sempre muito focado e determinado", explica Vaz Pinto, "que sabia perfeitamente por que motivo tinha vindo para Portugal. O Luiz Júnior ainda é muito jovem. Tem características de clube grande, é um guarda-redes de antecipação, com capacidade para perceber quando a equipa está mais subida no terreno de jogo", recorda o antigo técnico do Famalicão, dando o exemplo do futebol da formação famalicense nessa temporada (primeira na Primeira Liga).

Evolução e conquista de espaço

António Barbosa atesta a evolução do atleta que já soma mais de 50 jogos na liga principal. "É muito concentrado, mentalmente forte e ainda tem uma excelente capacidade para lidar com o sucesso e com o insucesso, assim consegue manter a regularidade na função", classifica o técnico. "Tem boa qualidade no jogo com bola, jogo de mãos, jogo de pés, saídas aos cruzamentos, seja no ar, seja no chão, nas coberturas às diagonais, curtas ou longas. Tem todos os predicados para ser um jogador de nível de topo", esclarece o treinador.

"Ele evoluiu bastante no posicionamento em campo. Também na capacidade para gerir o ritmo de jogo é também uma questão natural tendo em conta a idade do jogador. O Famalicão é um clube que privilegia um jogo positivo, atrativo, através de um ataque posicional bem vincado. O Júnior tem todos os recursos para servir o clube onde esteja. E senti isso também no trabalho com ele, é um jogador que está num clube para o servir, para servir o clube e não para se servir dele."

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de