Zenit gelou o Benfica na Rússia

Encarnados somaram a segunda derrota consecutiva na Liga dos Campeões. Veja os golos

O Zenit tinha a lição bem estudada e gelou o Benfica na Rússia. Os russos venceram os campeões nacionais por 3-1, num jogo em que a equipa de Bruno Lage teve muitas dificuldades perante a pressão exercida pela turma de São Petersburgo. A excepção foi o golaço de Raúl de Tomás, que ainda não tinha marcado com a camisola encarnada. Com este resultado, o Benfica está no último lugar do Grupo G e continua sem vencer na Liga dos Campeões.

Depois da entrada amarga na prova, o Benfica deslocou-se à Rússia com uma missão: encontrar o caminho para a primeira vitória nesta edição da liga milionária. O adversário é um Zenit que, apesar de não ter o fulgor dos últimos anos, continuava com uma equipa competitiva.

E a primeira oportunidade do encontro pertenceu à turma russa. Jogada pelo lado direito do ataque do Zenit. Azmoun, no um contra um passou por Jardel e rematou, para defesa apertada de Vlachodimos com os pés. O lance começou com uma perda de bola de Gabriel a meio campo.

O encontro passou a ser disputado, sobretudo, a meio campo, mas a equipa russa aproveitava alguns erros cometidos pelos encarnados. O Zenit mostrava confiança em campo, sempre com transições para o ataque perigosas e com bom "toque" de bola.

A partir do primeiro quarto de hora, o Benfica melhorou e teve mais posse de bola. Num lance de entendimento do meio campo das águias, Pizzi ganhou espaço e tentou a meia distância, mas o remate saiu frouxo.

Aos 21 minutos, descalabro na defensiva encarnada, num lance aproveitado pelos russos, que inauguraram o marcador. Fejsa cedeu a pressão de Ozdoev, a bola foi ter com Dzyuba, que na cara de Vlachodimos, não falhou.

O Benfica foi à procura da resposta, mas não conseguia chegar à área do Zenit, que exercia uma forte pressão sobre a equipa de Bruno Lage. Os encarnados sentiam grandes dificuldades para impor as ideias de jogo.

Antes do intervalo, o Zenit teve oportunidade para aumentar a vantagem. Apesar não ter a posse de bola, surgia sempre com muito perigo junto à área de Vlachodimos. Driussi em boa posição ensaiou o remate à baliza encarnada e a bola saiu ligeiramente ao lado.

A segunda parte começou com novamente a surgir muito perigoso e a criar grandes dificuldades a Vlachodimos. Azmoun voltou a conseguir rematar, mas o guardião encarnado fechou a baliza. Logo a seguir, foi a vez de Barrios surgir em boa posição, mas o remate saiu por cima. A defensiva encarnada mostrava alguma passividade.

Bruno Lage não gostava do que via. A equipa não criava lances de perigo, para poder empatar a partida. O técnico percebeu que tinha de fazer mudanças e apostou em Caio Lucas e Vinícius, para os lugares de Pizzi e Fejsa. A partir daqui o Benfica passava a jogar com dois avançados na frente de ataque.

A entrada dos brasileiros melhorou a postura da equipa e houve algumas oportunidades. Destaque para o remate de Caio Lucas. O brasileiro obrigou o guardião Lunev a aplicar-se.

Pouco depois, o Zenit aproveitou um contra-ataque e, num lance infeliz para Rúben Dias, os russos chegaram ao segundo golo da noite. Karavaev, que tinha acabado de entrar, fugiu pela direita e no cruzamento para a área, a bola foi colocada no fundo das redes pelo central encarnado. Autogolo em São Petersburgo.

O Benfica, que não apareceu na noite fria de São Petersburgo, gelou. E o Zenit aproveitou para fazer o que queria da defensiva encarnada. Num livre, a equipa russa surpreendeu tudo e todos e Azmoun, na cara de Vlachodimos, não falhou, aumentando a vantagem para 3-0.

A seis minutos dos 90, momento de inspiração para Raúl de Tómas. O espanhol, a atravessar uma crise de golos, encheu o pé e marcou um golaço em São Petersburgo. O Benfica conseguiu reduzir e minimizar uma noite europeia sem glória. Antes do apito final, e já nos descontos, Carlos Vinícius saltou mais alto, na sequência de um canto, mas o cabeceamento saiu ligeiramente ao lado.

Onze do Zenit: Lunev; Smolnikov, Ivanovic, Rakitsky e Douglas Santos; Driussi, Ozdoev, Barrios e Shatov; Dzyuba e Azmoun.

Onze do Benfica: Vlachodimos; Tomás Tavares, Rúben Dias, Jardel e Grimaldo; Pizzi, Fejsa, Gabriel e Rafa; Taarabt e Seferovic.

Suplentes do Benfica: Zlobin, Nuno Tavares, Ferro, Gedson, Caio Lucas, Raúl de Tomás e Vinícius.

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