Dois shots cafeteros não chegaram para o Dragão acordar na Europa

Os colombianos Luis Díaz e Alfredo Morelos trouxeram o café. Mas o efeito não foi o pretendido.

Os escoceses foram ao Porto beber café. Por duas vezes. Luis Díaz e Alfredo Morelos - dois colombianos - foram as estrelas maiores da noite europeia no Dragão que acabou com um empate a uma bola entre FC Porto e Rangers. Os cafeteros bem tentaram agitar a noite com arte e engenho, mas de pouco valeu: um ponto para cada lado foi o que se viu no final da partida.

A primeira arrancada do jogo coube a Kent. A jogada nasce de um canto do FC Porto que foi afastado da melhor forma: aquela que permite começar um contra-ataque. Para os dragões também correu bem: esse mesmo contra-ataque não deu em nada.

O FC Porto respondeu em jogo apoiado. Corona, que é cada vez mais um ala assumido, cavalgou pelo corredor direito e, sem ser apertado por Barisic, tirou um cruzamento mesmo para a frente da baliza. Zé Luís falhou o tempo de salto e só conseguiu pentear a bola, mas as facilidades foram tantas que o cabo-verdiano deve ter ficado a lamentar o desperdício.

Sem bola, o FC Porto de Conceição forma duas linhas de três jogadores e uma de quatro, com Danilo, Uribe e Otávio a formarem a linha intermédia que acabava por engolir os dois médios centrais do Rangers.

O duelo no corredor partilhado por Corona e Barisic era o que mais fazia a bola correr. Ora era o mexicano do FC Porto que se projetava no ataque sem grandes preocupações defensivas, ora era o croata que aproveitava a deixa para avançar no terreno. O meio-campo, esse, continuava a ser engolido.

Dois minutos passados e Telles já fazia, outra vez, das suas. Tirou um cruzamento para o interior da grande área onde Zé Luís, no meio dos centrais, atirou de cabeça ao poste. A bola parecia ter saído de um pé, tal foi a violência do remate. McGregor ainda voou, mas foi mesmo o poste que o salvou.

Não resultavam os cruzamentos? Luis Díaz fartou-se disso. Recebeu a bola descaído para a esquerda, fez duas simulações e atirou do meio da rua. A bola voou e só parou no canto superior esquerdo da baliza de McGregor. Aos 36', um daqueles dias que vale o bilhete.

Durou nove minutos a vantagem azul e branca. Barisic aproveitou um contra-ataque e voltou a subir pela esquerda. Desta vez, viu o colombiano Morelos entrar nas costas de Marega e Pepe. De régua e esquadro pôs-lhe a bola nos pés e, à saída de Marchesín, o avançado não perdoou. O 1-1 chegava aos 43'.

O intervalo chegou logo a seguir, com a primeira parte a cheirar a café: o perfume cafetero dos colombianos Díaz e Morelos. No arranque da segunda parte, Morelos esteve perto de voltar a marcar, mas desta vez encontrou um argentino pela frente: Marchesín negou o golo ao colombiano com um golpe de rins notável.

No segundo tempo, o Rangers entrou bem melhor. Em dez minutos, o FC Porto viu-se obrigado a afastar quatro ou cinco cruzamentos muito perigosos e Sérgio Conceição optou por mexer: lançou Bruno Costa para o lugar de Otávio. Logo depois, Nakajima foi lançado para o lugar de Luis Díaz.

O jogo perdia qualidade no Dragão. Se as alterações de Sérgio Conceição tinham sido capazes de estancar os ataques do Rangers, a verdade é que o FC Porto não aproveitou da melhor forma esse cenário para marcar. Marega perdia-se em corridas e Nakajima parecia ter entrado mal.

Entediados, os treinadores decidiram mexer, sendo que Gerrard o fez pela primeira vez para lançar Aribo. Já Sérgio Conceição optou por tirar Zé Luís da partida e lançar Soares. Até este momento, 76 minutos, o FC Porto tinha zero remates feitos na segunda parte.

Esse primeiro remate do segundo tempo podia ter valido um golo se, aos 80', alguém tivesse conseguido chegar a uma bola que Pepe desviara no primeiro poste depois de um pontapé de canto. Sendo assim, de pouco valeu. Os dois golos cafeteros pareciam não chegar para acordar a noite europeia do Dragão.

O remate azul e branco chegou finalmente, e por duas vezes. Primeiro, Nakajima descobriu Soares ao segundo poste, que viu McGregor tirar-lhe o golo. Depois foi Uribe quem, na recarga, não foi capaz de fazer melhor. Tivesse a bola entrado e, muito provavelmente, o jogo estaria resolvido.

Com este resultado, o FC Porto soma quatro pontos, os mesmos que o Rangers, no grupo G da Liga Europa. A noite acabou por sorrir ao Young Boys, que venceu o Feyenoord e lidera o grupo, com seis pontos.

Onze do FC Porto: Marchesín, Corona, Pepe, Marcano, Alex Telles, Danilo, Otávio, Uribe, Díaz, Zé Luís e Marega

Onze do Rangers: McGregor; Tavernier, Goldson, Helander e Barisic; Jack, Davis, Kamara e Barker; Kent e Morelos

No banco do Rangers vai estar uma velha raposa do futebol do Reino Unido: Steven Gerrard - antigo capitão e campeão europeu pelo Liverpool - é o treinador da equipa de Glasgow. Mas a experiência não fica apenas por aí: Defoe, de 37 anos (apenas menos dois do que os do seu treinador), faz parte do plantel escocês.

Suplentes do FC Porto: Diogo Costa, Mbemba, Manafá, Bruno Costa, Nakajima, Soares e Fábio Silva

Suplentes do Rangers: Foderingham, Flanagan, Katic, Arfield, Ojo, Defoe e Aribo

O jogo é apitado pelo montenegrino Nikola Dabanović, auxiliado por Milovan Djukić e Vladan Todorović. Miloš Bošković é o quarto árbitro.

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