O campeão evaporou-se. E o Porto voltou

Zé Luís e Marega marcaram na Luz. Dragões reconquistam confiança perante um campeão que se mostrou intranquilo. Veja os golos.

O FC Porto impôs a primeira derrota ao Benfica na época (e a primeira de Bruno Lage no campeonato). Os dragões abriram o marcador aos 22 minutos por Zé Luís. Marega marcou em cima do tempo regulamentar.

Foi num dia quente que a Luz se vestiu de vermelho (e um pouco de azul) para um jogo sempre escaldante. Para o primeiro clássico da época, Benfica e FC Porto começaram o encontro sem surpresas nas equipas.

Apesar das dúvidas de ambos os treinadores, Bruno Lage e Sérgio Conceição optaram por não realizar qualquer mudança face aos jogos da segunda jornada do campeonato.

O FC Porto chegou à Luz atrás do Benfica, devido a um arranque em falso da temporada e uma pesada eliminação da Liga dos Campeões. Já os encarnados tiveram um começo de época que há muito não se via: três jogos, três vitórias, 12 golos marcados, zero sofridos (e um título da Supertaça conquistado frente ao Sporting).

No relvado, ainda antes do apito do árbitro Jorge Sousa, houve um hino cantado em uníssono e uma coreografia onde os adeptos do Benfica pediram o 38.º título frente ao eterno rival. A "cerimónia" envolveu fogo-de-artifício.

Os dragões não se intimidaram com o ambiente frenético nas bancadas e começaram o encontro por cima. O Benfica tentava pressionar a saída de bola de Pepe e os primeiros lances de (algum) perigo surgiram na grande área onde reina Vlachodimos.

Após uma abertura, Marega cruzou e após um alívio de Rúben Dias, o miúdo formado no Olival, Baró rematou sem intensidade. Logo a seguir, foi o reforço Luis Díaz que tentou cabecear junto à marca de penálti, mas sem o sucesso que desejava.

A equipa de Bruno Lage tentava responder, mas não conseguia sair para o ataque, face à pressão exercida pela turma de Sérgio Conceição. A exceção foi uma saída de Rafa, um dos mais influentes neste início de época. O internacional português foi carregado em falta, conquistando em livre frontal. Na sequência do lance, Grimaldo atirou contra a barreira.

A equipa de Lage desconcentrou-se e não conseguiu segurar o ritmo a meio campo, perdendo várias bolas. Numa arrancada, Luís Díaz teve tudo para fazer o primeiro, mas Rúben Dias negou-lhe o golo.

O FC Porto avisava e, noutra fuga do ataque dos dragões, Zé Luís, isolado, fez Vlachodimos brilhar para uma enorme defesa. O golo parecia estar perto e a os dragões chegaram mesmo à vantagem, num lance de bola parada. Canto à direita, bola na área, Ferro cortou e a bola sobrou para Zé Luís, que gelou a Luz.

O Benfica acusou o golo e a pressão que o FC Porto exercia na Luz. Os campeões nacionais perdiam várias bolas a meio campo e a defesa também não estava com a confiança que apresentara até agora.

Nos descontos da primeira parte, houve ainda tempo para protestos contra o árbitro do encontro. Samaris sofreu uma falta e ficou caído no relvado. Os jogadores do Benfica pediram ao juiz para parar o jogo, mas Jorge Sousa não atendeu. Sob uma forte vaga de assobios, o jogo foi então interrompido, e Samaris foi assistido.

A primeira parte terminou com muitos nervos nas bancadas da Luz: pelo árbitro e pelo resultado. O FC Porto foi a primeira equipa a marcar ao Benfica esta temporada em jogos oficiais. E como os números não mentem: esta foi uma primeira parte difícil para os encarnados, que não realizaram qualquer remate enquadrado nos primeiros 45 minutos.

Uma contrariedade ao intervalo

A segunda parte começou com uma alteração para o Benfica. Samaris não recuperou da lesão que sofreu (e que causou protestos) nos instantes finais da Luz e Bruno Lage lançou Taarabt, um jogador "recuperado" pelo técnico encarnado.

E este segundo tempo começou com mais uma oportunidade para o FC Porto aumentar a vantagem. Rúben Dias cortou a bola para a zona frontal e Luís Diaz aplicou um remate com selo de golo, mas mais uma vez, Vlachodimos disse presente evitou o festejo da equipa azul e branca.

O colombiano queria mostrar os seus dotes técnicos e conseguiu, para desespero das bancadas da Luz. Passou por um, por dois, tendo conquistado uma falta, depois de ser carregado por Florentino.

Nos bancos, Bruno Lage mostrava-se apreensivo. No outro, Sérgio Conceição incentivava a equipa, que reconquistou a confiança.

Aos 58 minutos, Vlachodimos voltou a ser protagonista e a Luz voltou a tremer. O guardião saiu da área para afastar a bola, que sobrou para Zé Luís. O cabo-verdiano tentou visar a baliza, mas a defensiva encarnada cortou.

Raul de Tomas, a cumprir o seu primeiro clássico, estava com uma postura diferente em relação à primeira parte. O avançado espanhol, que custou 20 milhões, mostrava-se com maior disponibilidade. Os encarnados conseguiram chegar à baliza, onde estava Marchesín, que viu Seferovic chegar-se com perigo, mas o avançado suíço, estava em posição irregular.

Do lado do FC Porto, Luis Diaz era uma autentica dor de cabeça para a defesa encarnada, mostrando novamente muita técnica com ambos os pés. Estava a ser uma das figuras do encontro.

Num forcing final pelo empate, o Benfica desmoronava-se em termos de organização. Depois de uma iniciativa, com bons apontamentos de Taarabat, mas faltava definição na frente de ataque. Na resposta, o FC Porto, em contra-ataque teve tudo para "matar" o jogo.

Marega recebeu um passe magistral de Luis Diaz que o deixou isolado. O maliano, só com Vlachodimos pela frente, falhou o que parecia certo, mantendo os nervos de um lado e a esperança de outro.

Mas o FC Porto, sempre muito perigoso na transição, não desistiu. E colocou um ponto final nas aspirações encarnadas. Marega, mais uma vez isolado perante Vlachodimos, desta vez não falhou. No terceiro anel da bancada da Luz, os adeptos dos dragões conseguiram abafar uma luz esgotada.

Veja o resumo do jogo:

Onze do Benfica:Vlachodimos; Nuno Tavares, Rúben Dias, Ferro e Grimaldo; Pizzi, Florentino, Samaris e Rafa; Raul de Tomás e Seferovic.

Suplentes do Benfica: Zlobin, Caio Lucas, Chiquinho, Jardel, André Almeida, Taarabt e Vinicius.

Onze do FC Porto: Marchesín; Corona, Pepe, Marcano e Alex Telles; Baró, Danilo, Uribe e Luís Diaz; Marega e Zé Luís.

Suplentes do FC Porto: Diogo Costa, Bruno Costa, Manafá, Mbemba, Otávio, Soares e Fábio Silva.

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