Telles acordou o dragão, Soares deu-lhe lume. FC Porto na final da Taça da Liga

O FC Porto junta-se ao Sporting de Braga na final da Taça da Liga de futebol.

Está encontrado o segundo finalista da Taça da Liga: é o FC Porto. Os dragões derrotaram, esta quarta-feira, o Vitória de Guimarães por 2-1 em Braga, como golos de Alex Telles e Soares. Tapsoba, de penálti, marcou o golo vimaranense, que viram um golo ser anulado pelo VAR no último minuto da partida.

Ainda o jogo não tinha começado e já havia uma surpresa na equipa do FC Porto: Danilo foi ver o jogo para a bancada, com Sérgio Oliveira a tomar o seu lugar na equipa inicial.

Os primeiros quinze minutos de jogo trouxeram aquela que prometia ser a amostra de um jogo intenso, com muito caudal ofensivo e poucas preocupações defensivas: em caso de dúvida, pontapé para fora.

Davidson, Edwards e Lucas Evangelista faziam o Vitória avançar no terreno enquanto nos dragões era Luis Díaz quem investia na manobra ofensiva. Dois minutos depois, tochas no relvado vindas da bancada dos adeptos afetos ao Vitória SC. Tocha vem, tocha vai e tudo ficou sanado.

Douglas, guarda-redes vitoriano, era muitas vezes chamado ao jogo: ora com os pés para matar jogadas em profundidade dos dragões, ora com as mãos de maneira a responder a remates vindos sobretudo dos pés de Marega. Aos 40 minutos, o guardião repetiu a dose para negar aquele que podia ter sido o primeiro golo portista, por Mbemba, depois de um livre descaído para a direita.

Em cima do intervalo, foi Davidson quem teve nos pés a hipótese de desbloquear o marcador, mas já no interior da grande área atirou por cima da baliza.

O regresso dos balneários trouxe a mesma vontade e toada das equipas. Muitos ataques e muita vontade de furar as defesas adversárias, mas pouco critério na hora de o fazer.

Foi, no entanto, aos 61 minutos que o jogo mudou de figura: Soares, em trabalho defensivo no interior da grande área, tenta aliviar a bola mas acaba por falhr, levando a que Jorge Sousa assinalasse penálti sobre Bonatini.

Tapsoba assumiu a marcação e não falhou: Diogo Costa para um lado, bola para o outro.

Não durou um minuto. No reatar da partida o FC Porto ataca pelo flanco direito e trabalha a bola até à entrada da grande área onde Alex Telles, de primeira, remata rasteiro para o fundo das redes de Douglas.

Chegaram os golos, animou-se o jogo em Braga. Se as equipas já estavam mais preocupadas em marcar do que em sofrer, o ataque ganhou ainda mais peso na estratégia do FC Porto. E compensou.

Aos 73 minutos, Corona é lançado na direita e só para no interior da pequena área, onde consegue entregar a Soares que só teve de encostar para o fundo da baliza.

Chegado à vantagem, Conceição optou por tirar Marega do campo e fazer entrar Romário Baró. Já Ivo Vieira colocou "a carne toda no assador": Poha, João Pedro e Rochinha. Conceição não se importou e confiou os últimos cinco minutos do tempo regulamentar - mais cinco de descontos - a Vítor Ferreira. Mas quase faltou a confiança a Diogo Costa.

Ao cair do pano, o guardião portista deixou escapar a bola e João Pedro atirou para o fundo das redes.

Festejou-se muito em Braga mas Jorge Sousa recorreu ao VAR para ver o lance e o veredicto não foi favorável aos vimaranenses: João Pedro pontapeou as mãos de Diogo Costa e golo não contou. O FC Porto passou à final.

Onze do Vitória de Guimarães: Douglas, García, Tapsoba, Pedro Henrique, Florent Hanin, Pêpê, André André, Lucas Evangelista, Edwards, Davidson e Bonatini

Onze do FC Porto: Diogo Costa, Corona, Mbemba, Marcano, Alex Telles, Sérgio Oliveira, Uribe, Otávio, Luis Díaz, Marega e Soares

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