Há 16 avos que separam Marche e Marsman. FC Porto avança na Liga Europa

Luis Díaz, Malacia na própria baliza e Soares marcaram os golos dos dragões.

O FC Porto alcançou, esta quinta-feira, o acesso aos 16 avos de final da Liga Europa ao vencer o Feyenoord por 3-2, na última jornada do grupo G da competição. Os dragões terminam o grupo na primeira posição, com 10 pontos, mais um do que o Rangers que esta noite empatou a uma bola com o Young Boys.

Começou mal o jogo no Dragão... para o árbitro. O alemão Aytekin detetou um problema no sistema de comunicações e precisou de voltar ao balneário para o resolver. A interrupção teria levado a um audível protesto, não estivessem as bancadas vazias.

O primeiro sinal de perigo do jogo chegou aos cinco minutos, quando o sempre espontâneo Luis Díaz recebeu uma bola no corredor central, rodou e disparou junto ao poste direito de Marsman. O holandês voou e desviou para canto.

Quatro minutos depois, a mesma situação mas na baliza contrária. Otávio ofereceu um livre na meia-lua que podia ter saído muito caro ao FC Porto e ainda viu amarelo. Berghuis aproveitou para ensaiar o tiro de canhão, mas apontou mesmo ao meio da baliza, onde Marchesín esperava a bola.

O minuto 13 trouxe sucesso ao Dragão. Alex Telles deu a Marega, que devolveu de calcanhar e viu o brasileiro subir até perto da grande área. Lá dentro, Luis Díaz encontrou-se com a bola, Marsman ainda a defendeu, mas deixou-a escapar na direção errada e o colombiano festejou mesmo.

Ainda havia adeptos a sentar-se e já outros se levantam para festejar o segundo. Soares apareceu a cavalgar pelo lado esquerdo, cruzou para onde não estava nenhum colega e, mesmo assim, marcou. Malacia atrapalhou-se e desviou, ele próprio, a bola para a sua própria baliza.

A torneira abrira-se no Dragão. Desta vez foram os holandeses quem chegou ao golo por Botteghin que, ao segundo poste e à vontade, conseguiu responder da melhor forma a um pontapé de canto. Aos 19 minutos, 2-1.

E os 22 minutos trouxeram o 2-2, cortesia do sueco Larsson. Malacia subiu no terreno e, para se redimir do autogolo, tirou um cruzamento que foi, teleguiado, até ao pé do sueco.

Mais 12 minutos, mais uma voltinha no ciclo dos golos. Desta vez foi Marega quem subiu a todo o gás pela direita e deixou a bola para a entrada da área onde Otávio, na passada, rematou. Uma vez mais, Marsman ajudou e deixou a bola escapar para Soares que, em esforço, fez o 3-2.

O intervalo chegou - pasme-se - sem que se vissem mais golos no Dragão. Mas se o futebol é feito de golos, a verdade é que houve muito na primeira parte.

Com 15 minutos de jogo na segunda parte percebeu-se que o jogo mudara radicalmente de cara. Menos riscos, menos propensão ofensiva e, consequentemente, menos golos. A amálgama de jogadores que por vezes se formava no corredor central fazia perceber que a partida tinha mudado de cara.

Aos 70 minutos houve, no entanto, um toque de despertar para todo o estádio. Em dois minutos, o FC Porto esteve a milímetros de sofrer um autogolo e ainda viu Marchesín fazer uma mancha bastante eficiente sobre um holandês que apareceu completamente isolado e à boca da baliza. Do outro lado, Marsman podia e devia estar a tirar notas.

É que, feitas as contas, um está nos 16 avos de final da Liga Europa e o outro não.

Onze do FC Porto: Marchesín, Corona, Pepe, Marcano, Telles, Danilo, Uribe, Otávio, Luis Díaz, Marega, Soares

Onze do Feyenoord: Marsman; Geertruida, Botteghin, Senesi e Malacia; Toornstra, Fer e Kokcu; Berghuis, Larsson e Sinisterra

Suplentes do FC Porto: Diogo Costa, Aboubakar, Nakajima, Manafá, Mbemba, Zé Luís e Sérgio Oliveira

Suplentes do Feyenoord: Bijlow, Van der Heijden, Narsingh, Johnston, Ayoub, Tapia e Burger

O FC Porto entra em campo no segundo lugar do grupo, com sete pontos, os mesmos do Young Boys e menos dois do que o líder Rangers, enquanto o Feyenoord é último, com cinco.

O jogo é apitado por Deniz Aytekin, assistido por Eduard Beitinger e Rafael Foltyn.

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