A arte do desperdício ou como o FC Porto meteu água na "Banheira" do Feyenoord

Dragões procuram a segunda vitória na Liga Europa. Veja os golos e ouça o relato TSF.

O FC Porto perdeu, esta quinta-feira, em Roterdão, com o Feyenoord por 2-0 na segunda jornada do grupo G. Depois da vitória na primeira jornada frente ao Young Boys, os dragões tentavam somar os seis pontos, mas foram os holandeses quem somaras os primeiros três.

O local do jogo, esse, já era curioso o suficiente: o estádio do Feyenoord é conhecido como De Kuip - traduz-se como A Banheira - e já assistiu a grandes jogos. Num deles, Sérgio Conceição fez um hattrick frente à Alemanha ao serviço da seleção nacional durante o Euro2000.

A pressão portista fez sentir-se desde cedo: ora Danilo, ora Uribe sufocavam o corredor central holandês e dificultavam a saída de bola. Tapia era quem mais sofria. Aos 20 minutos, um cruzamento de Alex Telles descobriu Zé Luís à boca da baliza de Vermeer. O cabo-verdiano acabou por atirar por cima da baliza, mas ficou algo por assinalar: uma carga nas costas que teria resultado em grande penalidade.

Cinco minutos depois, Marcano ainda causou protestos holandeses, mas não tinham fundamento: Marcano fez um corte irrepreensível e deixou Berghuis de água na boca e mãos na cabeça.

Se até aí o FC Porto vinha a ameaçar, aos 37' fez Vermeer aquecer as luvas. Alex Telles levantou um canto a partir da direita e Pepe, ao primeiro poste, obrigou Vermeer a aplicar-se. Por esta altura, o FC Porto tinha o dobro dos remates feitos, embora o número de bolas enviadas em direção à baliza fosse igual para as duas equipas.

O jogo chegou ao intervalo com um 0-0 e os dragões por cima, mas o intervalo trouxe uma inversão. O Feyenoord entrou a todo o gás e chegou mesmo ao golo. Larsson fletiu a partir da esquerda e rematou para defesa de Marchesín.

O problema é que a bola não saiu, Pepe e Manafá atropelaram-se um ao outro e, quando se aperceberam, já o sueco tinha cruzado para Toornstra que, nas costas de Alex Telles, rematou de primeira e a contar.

Aos 60 minutos, uma jogada estudada dos dradões quase deu certo. Alex Telles levantou a bola sobre a barreira e Otávio recebeu-a já a poucos metros da baliza. Com o esférico a saltitar à sua frente, acabou por enviá-lo à barra da baliza de Vermeer.

Três minutos depois, a barra manteve-se mas mudaram os protagonistas: Berghuis rematou do meio da rua e, já com Marchesín ajoelhado, viu a bola estoirar também na barra. Mais três minutos e o perigo voltava a ser criado pelo FC Porto: a pouco mais de dois metros da baliza, Marega atirou por cima.

O jogo tornava-se num episódio de "Quem consegue ser melhor a não marcar golos?". Aos 73', foi Luis Diaz - entrou para o lugar de Nakajima - quem quis participar. O colombiano recebeu um cruzamento atrasado no interior da grande área e rematou. A bola subiu, subiu, subiu e acabou por acertar na barra.

Ora, quem não marca... sofre. E o FC Porto até pareceu ajudar. Depois de mais uma defesa de Vermeer, a bola atravessou todo o campo e chegou Karsdorp. Passou por Alex Telles, passou pela defesa toda dos dragões e, à frente de Marchesín, atirou a contar para o segundo.

Até ao final do jogo ainda houve tempo para Vermeer dar descanso aos postes e começar, ele próprio, a frustrar ainda mais o FC Porto. Foi Soares, foi Fábio Silva e, no fim, foram zero golos dos dragões contra os dois do Feyenoord.

O jogo é apitado pelo russo Sergei Karasev, assistido por Igor Demeshko e Maksim Gavrilin.

Onze do Feyenoord: Vermeer; Karsdorp, Botteghin, Edgar Ié e Haps; Tapia, Toornstra e Fer; Berghuis, Sinisterra e Larsson.

Onze do FC Porto: Marchesín; Manafá, Pepe, Marcano e Alex Telles; Otávio, Uribe, Danilo e Nakajima; Zé Luís e Marega.

Suplentes do FC Porto: Diogo Costa, Loum, Mbemba, Bruno Costa, Luis Díaz, Soares e Fábio Silva.

Suplentes do Feyenoord: Bijlow, Senesi, Narsingh, Malacia, Bannis, Burger e Geertruida.

Nota para a ausência de Corona entre os jogadores do FC Porto, por lesão.

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