Um losango leonino perdido nos três golos de Eindhoven. PSV vence Sporting

Leões estrearam-se na Liga Europa com uma derrota por 3-2 em Eindhoven.

Dia de estreia na Liga Europa para o Sporting de Leonel Pontes e para o 4-4-2 losango. Quem olhasse para a ficha de jogo já desconfiaria ao ver os nomes de Doumbia, Wendel, Bruno Fernandes e Miguel Luís juntos, mas a confirmação só chegou depois do apito inicial.

Doumbia assumia as despesas da linha defensiva do meio-campo, com Miguel Luís e Wendel à sua frente como médios interiores. A posição 10 era, no entanto, a mais dinâmica: ora Bruno Fernandes, ora Vietto. Quem ficasse de fora acompanhava Bolasie na frente de ataque. Em suma: um regresso ao losango de Paulo Bento, de quem Leonel Pontes foi adjunto.

A ideia de jogo era bem aplicada e ia dando frutos. Uma arrancada aqui, um remate ali e bons entendimentos na teia que se ia formando no miolo. A profundidade ficava a cargo de Acuña e Rosier, com Doumbia a juntar-se ao eixo defensivo em momentos de maior aperto.

Um contra-ataque é, no entanto, um contra-ataque. Bolasie perdeu a bola junto à grande área holandesa e, em dois passes, Malen surgiu a correr em direção à baliza sportinguista. Tirou Neto do caminho, olhou para Renan, rematou e abriu o marcador. A linha reta desmontou o losango e o PSV chegava à vantagem.

Estará Coates amaldiçoado? A pergunta impõe-se. Bruma surge pelo lado direito do ataque e dispara para a linha de fundo. O português tira um cruzamento à procura de Donyell Malen mas a bola nem precisou de lá chegar. Coates fez-se ao esférico e o esférico fez-se ao fundo das redes. 2-0 para os holandeses aos 25'.

Nem tudo corria mal. O meio-campo do Sporting conseguia, de facto, trocar a bola de forma eficaz e foi assim que conseguiu um penálti. Acuña avança pela esquerda e desmarca Bolasie, que é rasteirado no interior da grande área. Bruno Fernandes converteu. Não enganou Zoet, mas marcou.

Acuña não chegou ao intervalo sem ver o amarelo. Aos 30 minutos já tinha protagonizado um bate-boca com Dumfries e, aos 44, não se livrou mesmo da cartolina amarela. O intervalo chegou a Eindhoven com uma defesa leonina muito insegura, um Miguel Luís apagado e uma dinâmica atacante que era pouco mais do que interessante.

O jogo recomeçou com a toada que teve até aqui: oportunidade de golo para o PSV, golo do PSV. Desta vez foi um gigante alemão o culpado. Canto a partir da esquerda do ataque dos holandeses, bola a pingar de espaço em espaço até que Baumgartl só precisou de esticar a perna. Renan reagiu mais por reflexo do que por antecipação, mas de pouco lhe valeu. O 3-1 estava feito aos 46'.

Bruno Fernandes bem ia tentando acordar os colegas de equipa, mas o esforço tornava-se inglório. Aos 57' obrigou Zoet a aplicar-se para impedir uma bola de entrar no canto inferior direito, num livre direto "à capitão". De pouco valia. Bergwijn também sabia disparar à baliza e assustou Renan, relembrando que o 4-1 estava, naquele momento, mais perto do que o 3-2.

Para tentar inverter esse cenário, Leonel Pontes lançou Jovane para o lugar de Vietto, acrescentando velocidade em detrimento da técnica - mas pouca fisicalidade - do argentino. Se o meio-campo tinha funcionado bem na primeira parte, o mesmo não pode ser dito da exibição no segundo tempo.

Bruno Fernandes levava seis remates aos 74' e assumia-se como cérebro e motor da equipa, Doumbia ia chegando para apagar os fogos, mas não era suficiente. Aos 75', o capitão leonino já tinha mais um remate, obrigara Zoet a ir ao chão e ainda viu Miguel Luís falhar a baliza na recarga.

Há, no entanto, que atribuir os louros a quem os merece. Zoet agigantava-se na baliza holandesa e somava defesa atrás de defesa, negando Bruno Fernandes e Jovane à vez. Sem conseguir marcar mais golos, Leonel Pontes reconheceu a uma solução que conhece bem: Pedro Mendes, ponta de lança dos sub-23 foi lançado. E resultou.

O jovem de 20 anos recebeu, rodou e atirou para o fundo das redes como ainda ninguém tinha conseguido até ali. Em segundos, marcou o golo que colocou o Sporting à procura do empate.

Daí ao final foi, como se costuma dizer, "um tirinho". Ainda houve tempo para Rafael Camacho entrar no jogo.

O Sporting assumiu a partida mas de pouco serviu: a estreia na Liga Europa culminou mesmo numa derrota, mas nem tudo foi mau. O losango pode ser melhorado e Pedro Mendes promete trazer mais à ofensiva leonina.

Com esta vitória, o PSV assume a liderança do grupo D com os mesmos três pontos do LASK Linz, que esta quinta-feira bateu o Rosenborg, por 1-0. O Sporting e os austríacos não têm qualquer ponto. Na segunda jornada da Liga Europa, marcada para o dia 3 de outubro, os leões recebem o LASK Linz.

Onze do Sporting: Renan; Rosier, Coates, Luís Neto, Acuña; Doumbia, Miguel Luís, Wendel, Bruno Fernandes; Vietto e Bolasie

Onze do PSV: Zoet; Dumfries, Baumgartl, Viergever e Boscagli; Rosario e Hendrix; Ihattaren, Bergwijn e Bruma; Malen

Destaque para a titularidade de Bruma - formado no Sporting - e para Malen, que marcou cinco golos ao Vitesse no último fim de semana, numa partida a contar para a Eredivisie.

O jogo é apitado pelo eslovaco Ivan Kružliak, auxiliado pelos compatriotas Tomaš Somolani e Branislav Hancko.

Suplentes do PSV: Ruiter, Schwaab, Teze, Sadílek, Ritsu Doan, Gakpo e Mitroglou.

Suplentes do Sporting: Luís Maximiano, Tiago Ilori, Borja, Eduardo, Camacho, Jovane e Pedro Mendes.

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