Benfica "a mil": Lage pediu, Rafa deu e a velocidade dominou o Paços de Ferreira

Encarnados somam 51 pontos, mais dez do que o FC Porto, que tem menos um jogo.

Foi um pedido certeiro: no lançamento do Paços de Ferreira-Benfica, Bruno Lage tinha pedido que a sua equipa jogasse "a mil" - apesar da vantagem pontual para o FC Porto - para que não perdesse o ritmo. Essas mesmas palavras foram música para os ouvidos de Rafa: velocidade e intensidade podiam ser os seus nomes do meio e foi isso mesmo que o português hoje demonstrou.

O Benfica venceu na Mata Real por 2-0, com um golo de Rafa e outro de Vinícius - assistência do português -, somando assim 51 pontos, mais dez do que o FC Porto, que tem menos um jogo.

Já o Paços de Ferreira soma 16 pontos e é a primeira equipa acima da linha de água do campeonato, com mais dois pontos do que o Portimonense.

O onze lançado por Bruno Lage confirmou aquela que vinha a ser a suspeita dos adeptos: Chiquinho sai da equipa para dar lugar a Rafa, mantendo-se Cervi à esquerda. E foram mesmo as águias quem entrou melhor no jogo: num só minuto - o nono - o Benfica esteve perto de marcar por duas vezes.

A primeira foi por Grimaldo que, de livre direto, viu Ricardo Ribeiro voar para impedir o golo. No canto que daí resultou, Vinícius cabeceou à trave.

Foram precisos poucos minutos para que o Benfica voltasse a encontrar o caminho da baliza: Carlos Vinícius surge em desmcaração pelo corredor central e corre até à grande área onde cruza para Pizzi finalizar. Manuel Oliveira anula o lance por fora-de-jogo do avançado brasileiro e o VAR, na análise das imagens, confirma que o golo não valeu.

O Paços não se atemorizou e quis mostrar que também sabe atacar. Pedrinho puxava os castores para a frente e, acompanhado de Adriano Castanheira e Hélder Ferreira, punha a defesa benfiquista em sentido.

Bruno Lage tinha pedido um Benfica "a mil" nesta deslocação e teve-o ao longo de toda a primeira parte. Sempre de pé no acelerador - ou não estivesse Rafa em campo - os encarnados conseguiram promover uma pressão constante sobre a baliza de Ricardo Ribeiro, fosse pela frente de ataque, fosse pelas ameaças aéreas nas bolas paradas. Mas o Paços também quis mostrar que estava descomplexado no jogo e, por isso, raramente deixou passar uma hipótese de contra-ataque.

Mas voltemos a Rafa e à sua velocidade. Aos 38', o português arranca em velocidade e abre espaço entre o lateral e o central pacenses que Rúben Dias utilizou para lá colocar a bola. Rafa recebeu-a, mudou de direção, passou por Baixinho com uma finta de corpo e atirou a contar para o primeiro (válido) da partida.

O 0-2 podia ter chegado ainda antes do intervalo, mas Ricardo Ribeiro quis relembrar os adversários de que não estava lá apenas para ver o jogo e voou de novo, desta vez para negar o golo a Pizzi. Não chegou antes do intervalo, chegou pouco depois.

A partida recomeça com mais do mesmo: velocidade de Rafa, que acelera até à linha de fundo, e ao segundo poste Vinícius só teve de encostar. Passe simples, golo simples e o 2-0 para os encarnados.

Uma vez mais, o Paços não quis atirar a toalha ao chão. Nos dois minutos seguintes estava a centímetros do golo e o Benfica precisou de bombeiros para não se queimar: o primeiro foi Weigl - que tem calma para dar e vender - e o segundo foi Vlachodimos.

A calma de Weigl é tanta que o próprio assumiu a responsabilidade de subir até junto da área pacense e descobriu Vinícius no interior dela. O brasileiro atirou a contar, mas tinha faltado a calma uns momentos antes, o que lhe valeu um fora de jogo que anulou o golo.

Os passes verticais eram a principal arma utilizada pelo Benfica para abrir espaços na defesa pacense. Ora Weigl, ora Pizzi, ora até Rúben Dias - Ferro ainda não conseguiu reentrar na equipa - iam descobrindo Vinícius e Rafa, com Cervi a ter mais poder criativo e tempo de "bola no pé".

No Paços a história era outra: a chegada ao meio-campo encarnado não era especialmente difícil, mas daí para a frente faltavam ideias e capacidade de desbloquear as linhas montadas por Lage. A entrada de Murilo teve o condão de dar ao Paços mais acutilância, mas continuavam a faltar os remates à baliza.

Seferovic teve nos pés o 3-0, mas quase em cima da linha de golo conseguiu enviar a bola por cima da baliza. São falhanços destes que podem, por vezes, custar campeonatos - para sorte do suíço, não era isso que estava em causa.

Rafa não acabou o jogo em campo - e até viu o amarelo por ter demorado a sair -, mas deixou a sua marca no jogo: excesso de velocidade.

Onze do FC Paços de Ferreira: Ricardo Ribeiro, Jorge Silva, Baixinho, André Micael, Oleg, Diaby, Eustáquio, Adriano Castanheira, Pedrinho, Hélder Ferreira e Douglas Tanque

Onze do Benfica: Vlachodimos, André Almeida, Rúben, Ferro, Grimaldo, Weigl, Gabriel, Pizzi, Cervi, Rafa e Carlos Vinícius

O jogo foi arbitrado por Manuel Oliveira, assistido por Pedro Ricardo Ribeiro e Tiago Leandro. No VAR esteve Bruno Esteves.

Recorde a vitória do Benfica na primeira volta do campeonato, por 5-0.

Suplentes do Paços de Ferreira: Simão Bertelli, Bruno Teles, Marcelo, Vasco Rocha, Uilton, João Amaral, Murilo.

Suplentes do Benfica: Zlobin, Jardel, Tomás Tavares, Chiquinho, Taarabt, Seferović, Jota.

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