Horta fez o que a cabeça dos outros não conseguiu. Taça da Liga é do SC Braga

Bracarenses conquistam a prova pela segunda vez. Ricardo Horta é o homem do jogo para a TSF.

O SC Braga venceu, este sábado, o FC Porto por 1-0, com um golo de Ricardo Horta aos 90+5' e conquistou a Taça da Liga pela segunda vez. Rúben Amorim, a partir do banco, conquistou o seu primeiro troféu ao quinto jogo como treinador do SC Braga... depois de seis Taças da Liga como jogador.

A entrega da bola para finais de taças em Portugal torna-se, cada vez mais, num fenómeno de culto. Este sábado não foi exceção. O esférico veio... de carrinho. Uma pequena viatura a bateria, conduzida por uma criança, foi o meio escolhido para entregar a bola que Danilo iria buscar ao círculo central dar início a esta final.

Uma derrapagem aqui, uma curva mais larga ali e, três minutos depois da hora, começava o jogo.

Com cinco minutos de jogo, o FC Porto foi obrigado a acordar. Ricardo Horta descobriu espaço à entrada da grande área e, em jeito, fez a bola sobrevoar Diogo Costa. Só a trave impediu o golo.

E nem assim o FC Porto acordou por completo. Aos 12', Paulinho entra pelo lado esquerdo da grande área e cruza atrasado para Ricardo Horta que, muito perto da linha de golo, deu tempo a Marcano para impedir o remate. Mais um susto azul e branco.

Com a aposta em Luis Díaz, Sérgio Conceição procurava alguma criatividade num jogo que prometia passar especialmente pelos corredores laterais das equipas. Corona, Telles, Sequeira e Esgaio eram os senhores que as controlavam defensivamente, com Díaz, Marega, Galeno e Horta a fazerem as honras da casa na frente. Aos 16', o colombiano atirou por cima depois de Marega ter encontrado espaço para correr.

Sérgio Oliveira também não se fazia rogado. De quando em vez lá pensava "vai já daqui". E ia, ainda que com pouca direção. Voltemos a Díaz, que parecia pensar pelo menos 20 metros à frente dos outros.

Tinham passado 24 minutos de jogo quando o colombiano arrancou pela esquerda, ultrapassou o defesa que o marcava e acreditou. Correu, viu Matheus sair da baliza e chegar à bola primeiro, mas a crença foi tal que o esférico ressaltou do guardião para o meio da área. Área essa que estava completamente deserta de jogadores do FC Porto.

Falta de cabeça para uns, cabeça a mais para Mbemba que, aos 33', podia ter cabeceado para o interior da baliza de Matheus depois de um livre marcado por Sérgio Oliveira. O congolês acabou por ver o fora de jogo ser-lhe assinalado mas, da posição onde estava, podia ter feito melhor - nem que fosse para treinar.

Mais falta de cabeça. Alex Telles descobre Corona no interior da área e coloca-lhe a bola nos pés a dois metros da linha de golo. O mexicano atrapalha-se, atira contra Matheus e a bola sobre para Soares. No interior da pequena área, o brasileiro não foi de meias medidas: aplicou um remate potentíssimo e viu a bola ir esbarrar na trave. Matheus saiu maltratado da jogada.

Com tanta vontade e falta de discernimento, ninguém acabou por conseguir marcar na primeira parte, mas as traves tiveram o que fazer. Dez minutos depois do início da segunda parte, azar para o SC Braga: Tormena saía lesionado. Entrava Wallace, tal como já tinha entrado Trincão para o lugar de Galeno.

Díaz aparecia ainda mais solto. Ora à esquerda, ora à direita ia tirando cruzamentos e recorrendo a rasgos de velocidade para furar a defesa contrária. Aos 70 minutos, e com as pernas pesadas, Sérgio Conceição desmontou o meio-campo de combate em que tinha apostado e tirou Sérgio Oliveira para lançar Romário Baró. Danilo ainda ficou em campo por mais três minutos, mas acabou por dar o lugar a Uribe.

A última cartada de Sérgio Conceição foi Manafá, que rendeu Marega, fazendo Corona subir no terreno. Se a primeira parte foi uma questão de cabeças, a segunda tornava-se - minuto a minuto - numa questão de músculo, resistência e controlo de ritmo.

Que o digam as pernas de Matheus: aos 83' o guarda-redes caiu mal e ainda assustou a Pedreira. Não foi Matheus, foi Paulinho. O avançado caiu mal no meio-campo portista e teve de ser assistido pelos médicos do clube depois de um toque na cara que o deixou maltratado. Saiu pelo próprio pé para mais tarde regressar ao jogo, ao contrário de Palhinha, que saiu de vez para dar o lugar a João Novais.

Entrou e quase assistiu Raul Silva que, na sequência de um livre cabeceou à trave. Uma vez mais, os barrotes entravam em jogo. Pela última vez.

Aos 90+5', Ricardo Horta descobriu espaço entre Telles e Manafá e, à meia-volta, marcou o primeiro golo do jogo. A Pedreira entrava em erupção.

Nem mais um minuto se jogou. O SC Braga conquistava a segunda Taça da Liga da sua história.

Onze do SC Braga: Matheus, Esgaio, Tormena, Bruno Viana, Raul Silva, Sequeira, Fransérgio, Palhinha, Galeno, Ricardo Horta e Paulinho

Onze do FC Porto: Diogo Costa, Corona, Mbemba, Iván Marcano, Alex Telles, Danilo, Sérgio Oliveira, Otávio, Luis Díaz, Marega e Soares

Suplentes do Braga: Tiago Sá; Diogo Viana, Wallace, João Novais, Wilson Eduardo, Rui Fonte e Trincão.

Suplentes do FC Porto: Marchesín, Diogo Leite, Manafá, Romário Baró, Uribe, Vítor Ferreira e Aboubakar.

Luís Godinho foi o árbitro desta partida, assistido por Rui Teixeira e Valter Rufo. No VAR esteve Tiago Martins, auxiliado por Artur Soares Dias e Rui Licínio.

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