A noite em que o FC Porto não ganhou nada e ainda perdeu Pepe

Veja os golos. Dragões perderam, em Glasgow, partida decisiva para a Liga Europa... e Pepe.

A noite não podia ter corrido pior para o FC Porto em Glasgow. Perdeu por 2-0, perdeu Pepe, viu Alex Telles jogar a central durante 45 minutos e ainda viu o Rangers fugir no grupo G da Liga Europa. Morelos - que já tinha marcado no Porto - e Davis foram os carrascos dos dragões.

Antes do jogo pairava a dúvida: com Mbemba, Manafá e Telles em campo ao mesmo tempo, como iriam distribuir-se? A resposta chegou nos primeiros minutos de jogo, com Manafá e Telles nas alas e Mbemba a formar uma tripla de centrais, com Pepe no meio e Marcano descaído para a esquerda.

A fórmula ia dando bons resultados em Ibrox. O jogo ainda não levava dez minutos e já Pepe, ao primeiro poste, fazia a bola sobrevoar o guarda-redes escocês. Em cima da linha de golo, Kamara evitou o golo que colocaria os dragões na frente.

Aos 33 minutos de jogo, mais uma ótima oportunidade para o FC Porto. Alex Telles bate um livre a partir da esquerda e Soares, nas alturas, cabeceou ao canto superior esquerdo da baliza. McGregor voou e tirou uma defesa da cartola que não só ficou bem na fotografia como foi extremamente eficaz. Tudo isto desabou quando a jogada foi anulada por fora de jogo.

A primeira parte encerrou com um pontapé de canto a favor do Rangers que foi mal resolvido pelos dragões. Na insistência, Barker atirou por cima. Ao intervalo, a posse de bola era dividida em 51%-49% com vantagem para os escoceses. O FC Porto registava o único remate à baliza da partida até ao momento.

A segunda parte começou da pior forma possível para os dragões: Pepe abordou um lance com demasiado ímpeto e acabou por lesionar-se na coxa esquerda. Sem centrais no banco, Sérgio Conceição lançou Luis Díaz no jogo, com o colombiano a seguir direto para o ataque. Corona assumia o lado direito de uma defesa a cinco com - pasme-se - Alex Telles a central e Manafá à esquerda.

As alterações na equipa do FC Porto mataram toda e qualquer criatividade. Com Telles preso à entrada da área e um aumento da pressão escocesa, o FC Porto via-se obrigado a trocar passes, com Danilo a servir de pêndulo à frente do trio de centrais. Quando o Rangers descobriu como jogar nas entrelinhas, fez um remate perigoso por Kent. Marche precisou de ir ao relvado.

Numa tentativa de agitar o jogo, Sérgio Conceição lançou Zé Luís para o lugar de Soares. Já Gerrard escolheu lançar Arfield para o lugar de Barker.

À primeira jogada bem construída, o FC Porto esteve a centímetros de marcar. Cruzamento a partir da direita, a bola atravessa toda a grande área e Manafá, já ao segundo poste, desvia na direção da baliza. Goldson tirou a poucos centímetros da linha de golo.

Não aproveitou o FC Porto, capitalizou o Rangers. Jack avançou pelo lado direto e, no centro do do ataque já Morelos criava espaço para si próprio. A bola chegou ao colombiano e, com um remate cruzado, colocou a bola no fundo da baliza. 1-0 aos 69'.

Três minutos depois, um golo quase a papel químico. Desta vez foi Morelos que esteve na assistência. A partir da esquerda, o colombiano encontrou Davis à entrada da grande área e o norte-irlandês, de primeira, rematou para o fundo das redes.

O FC Porto pouco podia fazer para evitar o desastre e foi exatamente isso que conseguiu: nada até ao fim da partida. Os dragões precisam de ganhar os dois próximos jogos na Liga Europa para conseguirem o apuramento.

Onze do Rangers: McGregor, Yavernier, Helander, Goldson, Jack, Davis, Kent, Kamara, Morelo, Barker e Barisic

Onze do FC Porto: Marchesín, Manafá, Mbemba, Pepe, Marcano, Alex Telles, Danilo, Uribe, Otávio, Corona e Soares

O árbitro da partida é o italiano Davide Massa, assistido por Alberto Tegoni e Daniele Bindoni.

Suplentes do FC Porto: Diogo Costa, Saravia, Bruno Costa, Nakajima, Luis Díaz, Fábio Silva e Zé Luís

Suplentes do Rangers: Foderingham, Edmundson, Flanagan, Ojo, Scott Arfield, Jermain Defoe e Ayodele-Aribo

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