Postes não deixaram o Vitória fazer jus ao nome. Empate a zero na Luz

Benfica e Vitória de Guimarães anularam-se na estreia na Taça da Liga.

Mais um ano, mais uma edição da Taça da Liga. O primeiro dos grandes a entrar em campo foi o Benfica, para receber o Vitória de Guimarães num jogo a contar para a primeira jornada do Grupo B e que acabou com um empate a zero. Às 21h começa o FC Porto-Santa Clara.

Entrou melhor o Vitória quem, em cinco minutos, conseguiu rematar, ganhar livres e obrigar Zlobin a voar. Davidson foi quem fez o russo tirar os pés do chão. Nove minutos decorridos e os vimaranenses continuavam a crescer.

Sacko, pelo lado direito, dava muito trabalho a Nuno Tavares, tanto que conseguiu encontrar Rochinha dentro da grande área benfiquista e viu-o rematar com muito perigo. Desta vez, Zlobin foi ao chão.

Do lado encarnado, Taarabt estava encarregado de comandar o ataque benfiquista, apoiado por Samaris e por Gedson, que jogava a falso ala. O jogo corrido não criava situações de perigo, mas as bolas paradas eram outra história. Um canto curto, uma combinação entre Nuno Tavares e Taarabt e um cruzamento foram suficientes para Jardel assustar Douglas pela primeira vez.

O Benfica arriscava nos cantos: quase toda a equipa dentro da grande área contrária, Taarabt e Tomás Tavares ficavam à espera do contragolpe.

As movimentações de Gedson em jogo corrido deixavam antever uma dinâmica diferente do habitual: o médio ia para o miolo, Caio Lucas ocupava uma ala e Jota ia para a outra, deixado Seferovic sozinho no meio, assumindo um 4-3-3.

A primeira parte do jogo esteva como a noite em Lisboa: fria, com vento e calma. Pelo menos para o Benfica, já que o Vitória fazia de tudo para marcar.

Em cima do intervalo, D. Afonso Henriques deve ter andado às voltas no túmulo. Primeiro foi Zlobin quem defendeu em cima da linha de golo, depois foi um cabeceamento que foi ao poste e uma recarga que beijou a trave. Certo é que o intervalo chegou com um 0-0.

Depois do intervalo, mais do mesmo. Os vimaranenses voltaram a entrar por cima e Davidson, à hora de jogo, voltou a testar Zlobin.

Bruno Lage não gostava do que via e, perante a inconsequência de Jota, resolveu lançar Rafa na partida. Quatro minutos depois, a Luz aplaudia um regresso: Gabriel entrava para o lugar de Samaris para procurar melhorar a construção do jogo encarnado.

A principal ocasião de golo para o Benfica surgiu nos minutos seguintes e mais uma vez de canto: Nuno Tavares levantou, Caio Lucas desviou de cabeça e Douglas precisou de se esticar para impedir o 1-0. Os últimos dez minutos foram de tudo ou nada para Lage: lançou De Tomas na partida.

De nada serviu: a Luz não viu golos, De Tomas não se estreou a marcar e o Vitória ficou com um amargo na boca. Não fossem os postes, teria saído da Luz com uma vitória.

Onze do Benfica: Zlobin, Tomás Tavares, Jardel, Rúben Dias, Nuno Tavares, Samaris, Taarabt, Gedson, Caio Lucas, Jota e Seferovic

Onze do Vitória de Guimarães: Douglas, Sacko, Venâncio, Pedro Henrique, Florent Hanin, Poha, Mikel Agu, André Almeida, Rochinha, Davidson e Bonatini

O jogo foi apitado por Rui Costa, assistido por Tiago Costa e João Bessa Silva.

Suplentes do Benfica: Svilar; Grimaldo, Gabriel, Raúl de Tomás, Rafa, David Tavares e Ferro.

Suplentes do Vitória: Miguel; Tapsoba, Lucas Evangelista, André Pereira, Edwards, Lucas e Pêpê.

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