Dois dos atletas que vão representar Portugal nos Jogos Olímpicos não foram vacinados

José Manuel Constantino adianta à TSF que, dos quase 200 elementos da missão portuguesa, quatro não estão vacinados, de entre os quais dois são atletas.

Dos atletas que vão representar Portugal nos Jogos Olímpicos, dois não foram vacinados. A informação é adiantada à TSF pelo presidente do Comité Olímpico Português.

José Manuel Constantino lembra, no entanto, que a organização não obriga a que os atletas sejam todos vacinados e assegura também que a taxa de vacinação na comitiva portuguesa está acima do recomendado pelo Comité Olímpico Internacional.

"Há três elementos da missão que se recusaram a ser vacinados entre os 92 e há um elemento que não está vacinado, não porque não quisesse ser vacinado, mas porque não tomou as medidas cautelares necessárias para que o fosse em tempo útil e, portanto, da missão que tem perto de 200 elementos há quatro elementos que não estão vacinados", afirma José Manuel Constantino, acrescentando que dois desses elementos são atletas.

O presidente do Comité Olímpico refere que vão "com o coração nas mãos", dado que "mesmo o processo de vacinação não é seguro de que não haja possibilidade de contaminação e, portanto, depois também não haja possibilidade de transmissão".

Embora tenham sido "tomadas todas as medidas de natureza preventiva", José Manuel Constantino diz que a organização não pode obrigar "quem se recusa a ser vacinado a sê-lo, porque a própria organização dos jogos admite essa possibilidade de as pessoas poderem participar sem estarem vacinadas e, portanto, as pessoas recusaram-se a essa situação, mas temos uma taxa de cobertura muito elevada e ultrapassa os indicadores".

Nas últimas semanas, a pandemia voltou a acelerar no Japão e são cada vez mais os que se mostram contra a presença de público nas competições.

Tal como no Rio de Janeiro há cinco anos, este ano 92 atletas portugueses conseguiram o passaporte para os Jogos. Desta vez em 17 modalidades. Mas José Manuel Constantino destaca sobretudo o aumento da competitividade no quadro feminino.

"Evidencia-se que há, de facto, um aumento da competitividade no plano internacional das disciplinas femininas nas diferentes modalidades em que nos representamos", explica, acrescentando que "esta dimensão, cerca de 40% que a nossa missão vai ter de elementos femininos, é um indicador que esperamos que naturalmente estabilize e que na medida do possível cresça".

José Manuel Constantino considera que "é a afirmação de uma dimensão do desporto nacional do lado das mulheres e isso, de facto, é positivo".

Apesar do adiamento dos Jogos, Portugal mantém como objetivos aqueles que foram traçados há quatro anos: duas medalhas e dez presenças em finais. Até porque, lembra o presidente do Comité Olímpico, ainda é desconhecido o efeito do adiamento na competitividade dos atletas.

Marcelo Rebelo de Sousa vai marcar, esta tarde, presença na cerimónia de despedida da comitiva portuguesa para os Jogos Olímpicos. Na terça-feira, parte para Tóquio a chefia da missão liderada por Marco Alves.

Já as partidas dos atletas vão ser a conta-gotas porque só podem estar na aldeia olímpica durante cinco dias, ou seja, podem entrar três dias antes de iniciarem a competição. Quando terminam a participação têm dois dias para abandonar o espaço.

No entanto, algumas modalidades, como é o caso do andebol, vão realizar estágios em Tóquio, mas fora do espaço olímpico. Os Jogos começam a 23 de julho.

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