"É uma dor muito sentida." Embaixador de Portugal testemunha do adeus a Maradona

José Ludovice iniciou funções há poucos dias em Buenos Aires. E confessa à TSF que, se já tivesse as credenciais, também passaria pela Casa Rosada.

É uma Argentina ainda em choque, que está esta quinta-feira a despedir-se de Diego Armando Maradona. O corpo daquele que muitos consideravam um deus do futebol. Está a ser velado na sede da Presidência da República da Argentina.

Entrevistado pela TSF, José Ludovice dá muitos passos atrás no tempo, até 1935, ano da morte de Carlos Gardel, o mais famoso cantor de tango da História.

"Dizem aqui que é só quase comparável à morte de Gardel, portanto, a comoção é bastante grande". Comoção, choque, incredulidade, em memória de alguém que milhões consideravam imortal. José Ludovice lembra que os problemas de saúde de Maradona não eram de agora, mas ninguém esperava uma morte tão repentina.

O diplomata fala de uma "dor muito sentida" pelo mais comum dos fãs, nas ruas onde Maradona começou a jogar, "no bairro onde nasceu, junto ao estádio do Boca Júniors, as velas aí depositadas, a simbólica camisola 10", são formas diferentes de homenagem.

José Ludovice iniciou funções na Argentina há poucos dias, por isso, ainda não tem as credenciais atribuídas aos embaixadores. Só por isso, confessa, não vai passar pela Casa Rosada. Iria, se as tivesse? "Com certeza! Seria um momento ímpar." Até porque, sublinha o diplomata português, a classe política argentina está unida, na hora da morte de Diego Armando Maradona.

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