"Eu também gosto de croquetes"

Dias Ferreira foi o quarto candidato à presidência do Sporting a ser entrevistado na TSF. Ouça a entrevista na íntegra.

Dias Ferreira quer chegar à presidência do Sporting nas próximas eleições de dia 8 de setembro, depois de uma fase conturbada no clube. Para o jurista, a experiência é fundamental para levar a bom porto o comando dos leões e alguns dos candidatos pecam por não terem essa experiência.

"O Sporting perdeu influência". As palavras são do candidato leonino que se justifica com o facto de o clube se ter abstido de "estar nos lugares que devem ser os lugares de um presidente".

"Há dúvidas que os presidentes dos outros clubes me respeitam e que têm de me respeitar?", questionou. "Não sabem que eu toda a vida dei a cara pelo Sporting e digo aquilo que tenho para dizer?", continuou Dias Ferreira. "Peço muitas desculpas e não quero ofender alguns convidados mas alguns candidatos não têm experiência nenhuma, alguns se calhar aprenderam há pouco tempo o que é a Liga profissional de futebol. Os presidentes conhecem-me e sabem como é que eu sou e os sportinguistas também. Eu conheço esses meios, duvido que seja suficiente dizer que se está há 11 anos num balneário para conhecer estas situações, porque as relações institucionais e com os presidentes não são tratadas no balneário", atirou Dias Ferreira em recordação das palavras de Frederico Varanda.

"Comigo é um bocado difícil brincar", reiterou. "Eu conheço há muitos anos Pinto da Costa, conheço há muitos anos Luís Filipe Vieira, não é qualquer pessoa com alguma inexperiência que vai tratar destes assuntos. Trabalhei nas leis de bases, nos estatutos, e tenho umas ideias que toda a gente sabe", reforçando a necessidade de alguém com experiência à frente do Sporting.

Apesar da sondagem que coloca Dias Ferreira em quarto lugar, Dias Ferreira não vê os resultados como relevantes. "Não é um sinal", assegurou. Até porque o verde traz esperança. "Tenho esperança de ganhar as eleições senão não estava aqui".

E a idade também é um ponto que não vê como negativo, recordando que há presidentes em grandes clubes da Europa com a sua idade. "É uma grande vantagem", diz, realçando, aliás, que o último presidente era jovem e "não correu bem".

Os croquetes que não são para jantares

E por falar em Bruno de Carvalho e no distanciamento dos ditos croquetes, Dias Ferreira não exclui ninguém para trabalhar consigo no clube, desde que essas pessoas apresentem qualidades e sejam importantes para o clube.

"Eu também gosto de croquetes mas isto não será uma terceira via [entre as elites e o Sporting de Bruno de Carvalho], não chamarei as pessoas ditas do croquete para comer croquetes, chamá-las-ei para aquilo que elas têm de válido", atirou Dias Ferreira na entrevista.

Neste sentido, o candidato explicou que tem a capacidade de unir. "Achei que era capaz de agregar as pessoas que interessam ao Sporting, porque a mim interessa-me é o Sporting, não quero satisfazer, nem dar emprego a ninguém, quero escolher e trazer pessoas que têm conhecimento do clube, não pessoas que venham fazer uma experiência, porque isto não é um curso de formação, é um curso a sério, o Sporting atravessa o momento que não precisa de pessoas que estejam em curso de formação, precisa de homens com conhecimento do clube e capacidade na sua área de competência", explicou Dias Ferreira, admitindo que há diferenças entre Carlos Vieira e Bruno de Carvalho.

"Os sócios do Sporting já disseram duas coisas muito claras: não querem este passado muito recente, mas, em 2013, também já disseram não a outro passado", referiu ainda o candidato.

Justificação por justa causa? "Sporting deve ir até à última"

Dias Ferreira falou sobre a crise espoletada com o ataque a Alcochete, mas assegurou que, na sua opinião, "o Sporting deve ir até à última" caso não haja ressarcimento por parte dos clubes que receberam os jogadores que rescindiram apelando justa causa. "Tenho conhecimento que pessoas que estão ligadas à FIFA e que, por todas as razões e mais algumas, terão grande dificuldade em reconhecer a justa causa", justificou o advogado, reforçando que "a FIFA poderia abrir uma porta muito perigosa para o futebol".

No mesmo sentido, o candidato ao clube leonino recorda ainda que é necessário dar valor aos jogadores que não rescindiram. "As pessoas esqueceram-se dos jogadores que ficaram, que têm de lhes ser dado o devido valor e também contribuem muito para tirar algumas razões aos outros", frisou.

Entrevista TSF a Pedro Madeira Rodrigues: "Se for eleito marcarei eleições no Sporting para junho de 2021"

Entrevista TSF: Rui Jorge Rego anuncia parceiros chineses e brasileiros para o Sporting

Entrevista TSF: "80% das pessoas têm de ser banidas." Tavares Pereira sobre quem trabalha na Academia

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de

Outros Artigos Recomendados