"Estou preocupado com a situação no clube." Noronha Lopes pede união aos benfiquistas

Noronha Lopes não se pronuncia para já sobre eleições antecipadas no clube devido à detenção de Luís Filipe Vieira.

João Noronha Lopes, o segundo candidato mais votado no ano passado para a presidência do clube, não se pronuncia para já sobre um cenário de eleições antecipadas no Benfica por causa da detenção de Luís Filipe Vieira. Apela à união dos benfiquistas e a quem manda na instituição que a proteja.

"É um dia de grande tristeza de todos os benfiquistas. Estou muito preocupado com a situação no clube e é um dever de todos os benfiquistas, incluindo os órgãos sociais, protegerem os interesses da maior instituição desportiva nacional que sempre foi e vai continuar a ser no futuro", diz Noronha Lopes em declarações aos jornalistas.

Luís Filipe Vieira foi um dos quatro detidos no âmbito de uma investigação que envolve negócios e financiamentos superiores a 100 milhões de euros com prejuízos para o Estado.

Uma nota do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) indica que foram detidos um dirigente desportivo, dois empresários e um agente do futebol e realizados cerca de 45 mandados de busca a sociedades, residências, escritórios de advogados e uma instituição bancária, em Lisboa, Torres Vedras e Braga.

No comunicado do DCIAP, é indicado que os detidos são suspeitos de estarem envolvidos em "negócios e financiamentos em montante total superior a 100 milhões de euros, que poderão ter acarretado elevados prejuízos para o Estado e para algumas das sociedades".

Em causa, adianta, estão "factos ocorridos, essencialmente, a partir de 2014 e até ao presente" e suscetíveis de serem "crimes de abuso de confiança, burla qualificada, falsificação, fraude fiscal e branqueamento".

Magalhães e Silva, advogado de Luís Filipe Vieira, afirmou que o seu cliente está "sereno" e "tranquilo" à espera de ser ouvido pelo juiz de instrução criminal. Está previsto que os quatro detidos sejam presentes esta quinta-feira a primeiro interrogatório judicial, para a aplicação de medidas coação, "com vista a acautelar a prova, evitar ausências de arguidos e prevenir a consumação de atuações suspeitas".

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