Fase final da Champions: o modelo de jogo da PSP

A fase final da competição realiza-se em Lisboa. A final será realizada no Estádio da Luz.

Organização e disciplina táctica. Bons pontas de lança e bons treinadores. É uma competição de alto risco e a PSP quer revalidar o título de "excelência no policiamento desportivo". A poucos dias da fase final da Champions, em Lisboa, o superintendente Domingos Antunes acredita nos polícias-jogadores que vai orientar, apesar das incertezas e do perfil do vírus que pode saltar do banco e entrar em campo para baralhar o jogo.

"Não basta espalhar polícias pela cidade, temos de ser perfeitos tácticamente". O chefe operacional do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa, tem a experiência e o modelo de jogo traçado para o desafio da UEFA e garante que no policiamento desportivo, também a defesa é o melhor ataque : " Sim, nesse caso o melhor ataque serão as informações para não sermos surpreendidos, atacar com surpresa é mais difícil. O segredo está na organização e em sermos disciplinados tácticamente." Perfeição, é pois a exigência que o treinador reclama do corpo policial que se prepara para mais uma final. Sem esquecer o favoritismo conquistado pela instituição desde o Euro 2004, o responsável da PSP mostra-se atento às dificuldades que os novos tempos transportam na tarefa de policiar a fase final da Champions, " o trabalho de avaliação do risco é o mesmo, mas estamos a jogar com várias incertezas", afirma Domingos Antunes.

As fronteiras estão abertas, o vírus anda por aí, e o reforço do policiamento na cidade de Lisboa vai ser visível a partir dos próximos dias. As várias reuniões com a UEFA e com a FPF, não dispensam a troca de informações com a polícia dos países de origem dos clubes que vão jogar a fase final.Estádios, centros de treino e de estágio e hotéis exigem, desde logo, isolamento, e os habituais perímetros de segurança que já vão sendo definidos no momento, já a falta de público e de adeptos durante os jogos, não diminui o trabalho e a vigilância dos agentes da PSP, e o chefe operacional do Comando de Lisboa assegura uma atenção redobrada " à movimentação dos adeptos, em particular de Espanha" . Se o desenho dos perímetros já é uma preocupação acrescida , a geometria das emoções e a incerteza sobre o número de pessoas que possam querer acompanhar os clubes, mesmo sem lugar nas bancadas, são o maior desafio: " também estamos a ser postos à prova", reconhece o Superintendente, que não esconde o orgulho pelo reconhecimento da UEFA, sem ignorar os riscos acrescidos num ano tão atípico.

20 mil polícias estão convocados para a competição, entre 300 a 400 por cada jogo, mais o reforço de policiamento que a cidade vai exigir nos próximos dias. Aqui ainda não se definiram números exactos, é preciso perceber " as dinâmicas da cidade", esclarece Domingos Antunes , e perceber" quantos adeptos podem visitar Lisboa, onde vão ficar, onde vão querer assistir aos jogos". Uma coisa é certa, " a cidade terá mais pessoas", e por isso a troca de informações é constante e o policiamento à civil também não será descuidado: " jogar às escondidas e às cegas é sempre um jogo perigoso", alerta o Superintendente que coordena a àrea operacional do Comando de Lisboa.

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