Marchesín e Adán foram espetadores acidentais de um clássico sem golos

Leões de Rúben Amorim ainda não foram derrotados no campeonato e mantêm a vantagem de dez pontos sobre o FC Porto.

Não se sabe se, em tempos de pandemia, tiraram bilhete para ver o jogo, mas Marchesín e Adán foram, ainda que por acidente, pouco mais do que espetadores no encontro que, este sábado, opôs FC Porto e Sporting.

Numa partida em que ninguém conseguiu impor-se, o 0-0 final espelhou o pouco discernimento no ataque às balizas de ambos os guarda-redes que, se pudessem, teriam com certeza tido tempo para uma conversa sobre as carreiras que construíram. Ainda assim, o espanhol foi mesmo o único a ter de fazer defesas - três no total, duas delas em remates próximos da sua posição.

Certo é que, com este resultado, continuam a ser dez os pontos que separam leões - na liderança - de dragões, que estão na perseguição e foram superiores durante toda a partida. Feitas as contas, o jogo resume-se no número de remates: 11 do FC Porto contra apenas três do Sporting.

"Eterno Quintana", lia-se numa faixa exibida pelos jogadores azuis e brancos, antes do início da partida, em homenagem ao guarda-redes de andebol do FC Porto e da Seleção Nacional. Seguiu-se um minuto de silêncio.

Sem Paulinho, Rúben Amorim entregou a liderança do ataque do Sporting a Tiago Tomás. Já no FC Porto, Sérgio Conceição optou por lançar Otávio no onze inicial.

Marega começou a criar perigo desde cedo. Se, aos três minutos, já tinha conseguido ganhar a frente a Coates, que foi obrigado a fazer um corte de último recurso dentro da grande área, aos seis minutos o maliano ficou mesmo a pedir penálti depois de um lance disputado com Nuno Mendes.

Os leões depressa perceberam que Marega não lhes ia dar descanso. Coates, Feddal e Nuno Mendes tinham a missão de controlar o espaço ocupado pelo maliano, mas também para evitar o perigo que, com a velocidade e potência que lhe são reconhecidas, o maliano podia criar em espaços mais livres do campo.

O que se tinha jogado até aos 25 minutos explicava-se bem: muito jogo pelas alas, com bolas nas costas da defesa do Sporting - à procura de Marega e Corona - e, na outra ponta do campo, incursões de Porro e, em especial, da dupla de "Nunos" - Mendes e Santos - no corredor defendido por Manafá. O defesa portista foi, de resto, o responsável pela primeira defesa de Adán no jogo.

Nenhuma das equipas parecia querer arriscar mais do que o necessário, mas era o FC Porto quem se ia aproximando da baliza de Adán antes do intervalo, até porque os dragões optavam por pressionar a todo o comprimento do campo, incluindo o guarda-redes.

Faltava, sobretudo, o último passe ao FC Porto. Como não o encontrou até ao intervalo, houve mesmo 0-0 a meio de um jogo em que tanto Marchesín como Adán eram pouco mais do que espetadores. E os 22 que voltaram ao relvado foram os mesmos que começaram a partida.

Foram precisos dez minutos para o jogo voltar a aquecer, ainda que não pelas melhores razões: Pepe e Feddal desentenderam-se depois de um livre batido por Nuno Santos e tiveram de ser separados por Mbemba, Tiago Tomás e pelo próprio João Pinheiro, que amarelou os dois.

Calhou a Taremi falhar, logo depois, o que era um golo quase certo. Corona cruza a partir do lado direito e o iraniano, mesmo em cima da linha da pequena área e completamente sozinho, acaba por ver a bola enrolar-se-lhe nas pernas antes de sair pela linha final, sem qualquer perigo. Rúben Amorim quis ser o primeiro a responder e lançou Matheus Nunes para o lugar de Nuno Santos.

Minutos depois, e com os dragões a aumentarem de novo a pressão, como tinham feito a meio da primeira parte, entrava Evanílson para o lugar de Marega. Tabata também já estava em campo e a jogar no lugar de Tiago Tomás.

Tudo podia ter mudado aos 72', quando Matheus Nunes surgiu pelo lado direito e saiu disparado, deixando Otávio e Mbemba para trás antes de, já na grande área, acabar por falhar a baliza. Taremi, aos 75', também falhava, mas desta vez após cruzamento de Manafá.

Sérgio Conceição não quis tirar o pé do acelerador, pelo que lançou Luis Díaz e Francisco Conceição para os lugares de Zaidu e Sérgio Oliveira.

Rúben Amorim esperou até aos 85' para dar a resposta final: Matheus Reis e Jovane para os lugares de Nuno Mendes e João Mário.

O laboratório do Olival ainda entrou em ação até ao final do jogo: corria o minuto 88' quando, num livre central, a equipa do FC Porto chegou em quatro toques à pequena área do Sporting. Taremi, uma vez mais, não conseguiu criar perigo.

Onze do FC Porto: Marchesín, Manafá, Mbemba, Pepe, Zaidu, Uribe, Sérgio Oliveira, Corona, Otávio, Taremi e Marega

Onze do Sporting CP: Adán, Gonçalo Inácio, Coates, Feddal, Porro, Nuno Mendes, Palhinha, João Mário, Nuno Santos, Pote e Tiago Tomás

O jogo foi arbitrado por João Pinheiro, auxiliado por Tiago Costa e Nuno Eiras. O VAR foi Artur Soares Dias.

Suplentes do FC Porto: Diogo Costa, Luis Díaz, Grujic, Toni Martínez, Evanílson, Nanu, Sarr, Fábio Vieira e Francisco Conceição

Suplentes do Sporting: Maximiano, Matheus Reis, Tabata, Matheus Nunes, Neto, João Pereira, Antunes, Daniel Bragança e Jovane Cabral

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