Fernando Mendes vai ser libertado. Está "gravemente doente"

Um dos arguidos presos preventivamente vai sair em liberdade, anunciou a advogada, que adiantou que o seu constituinte está "gravemente doente". Quatro arguidos foram ouvidos no arranque da fase de instrução do processo da invasão à Academia de Alcochete.

Depois de dois adiamentos do arranque da fase de instrução e de quase quatro horas até ao arranque dos interrogatórios, os quatro arguidos ouvidos partilharam as mesmas ideias: não ouviram ninguém combinar a invasão a Alcochete e não praticaram agressões nem assistiram às mesmas.

Do interrogatório sai uma queixa do advogado de Bruno de Carvalho, Miguel Fonseca, que pediu a nulidade da primeira sessão instrutória, porque o juiz permitiu que a procuradora Cândida Vilar colocasse questões aos arguidos.

"É a primeira vez quer eu e os meus colegas vimos o Ministério Público a inquirir um arguido, mas pior do que isso, a nenhum arguido ser permitido ao juiz que pergunte aos arguidos. Portanto isto é uma questão processual", disse o advogado do ex-presidente leonino, figura central neste processo.

O dia ficou marcado por um insólito. A primeira sessão começou com atraso devido a um engano dos serviços prisionais. Alguns dos arguidos em prisão preventiva foram levados para o Montijo de forma errada, obrigando assim a uma pausa extra nos trabalhos.

O juiz de instrução decidiu iniciar os interrogatórios, apesar de quatro pedidos de afastamento, explicando no início da sessão que esta é uma situação urgente, uma que expira no final de setembro o período de prisão preventiva para 23 dos arguidos.

Já depois do final do trabalhos, a advogada de Fernando Mendes garantiu aos jornalistas que o arguido vai ser libertado de prisão preventiva devido a problemas de saúde recentes. Uma informação ainda não confirmada pelo juiz Carlos Delca.

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de