FIFA quer avançar com os fora de jogo "semiautomáticos"

Para auxiliar o trabalho do VAR, a FIFA vai testar uma nova tecnologia que permite, de forma semiautomática, assinalar os fora de jogo.

"O VAR tem tido um bons resultados nos jogos mas pode ser melhorado", admite Pierluigi Colina, o chefe máximo da arbitragem, em declarações à FIFA TV.

Como exemplo dos "bons resultados", Pierluigi Collina aponta as lances que tinham sido mal avaliados no campo, mas que o VAR permitiu corrigir a tempo. O problema é que às vezes esse tempo é demasiado longo.

Mas além dessa falha, o italiano afirma ainda saber que, "por vezes, a precisão das linhas pode não estar 100% correta".

"É por isso que a FIFA está a desenvolver uma tecnologia que pode trazer resultados mais rápidos e mais fiáveis. É aquilo a que chamamos de fora de jogo semiautomático", diz Collina.

Para esta nova tecnologia funcionar, é necessário que nos estádios sejam instaladas mais entre dez a 12 câmeras. São elas que captam o posicionamento de todos os jogadores à razão de 50 vezes por segundo.

Em caso de potencial fora de jogo, o sistema envia um alerta para o VAR que é quem toma a decisão final e comunica ao árbitro de campo.

Ao contrário do que se passa com a tecnologia da linha de golo, o sistema não é automático e obriga sempre à intervenção humana.

Collina afirma que o funcionamento é este porque, para avaliar um possível fora de jogo, "há que pensar não apenas na posição dos jogadores, mas também o seu envolvimento na jogada".

Assim, "o envolvimento dos árbitros na avaliação de um fora de jogo continua a ser fundamental".

A tecnologia está pronta e vai ser aplicada no Campeonato Arábico, que começa esta terça-feira. Os testes que agora se realizam estiveram previstos para uma competição em 2020, mas com a pandemia acabaram por ser adiados.

Se este sistema "semiautomático" passar nos testes, pode também vir a ser aplicado no Campeonato do Mundo previsto para o próximo ano no Catar.

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