Foi surpresa, agora é exemplo de superação. Tudo começou com a bicicleta amarela

Rui Vinhas venceu a Volta a Portugal em 2016 e venceu-se a si próprio, também na Volta, em 2018.

Nasceu em Sobrado, Valongo, é ciclista da W52/FCPorto e, em 2016, foi o vencedor na Volta a Portugal quando poucos o esperavam. Foi a surpresa da prova, depois de uma fuga estrondosa na etapa com chegada a Macedo de Cavaleiros. A partir daí, diz que "foi só gerir a vantagem".

É (quase) ciclista desde os três anos de idade, quando recebeu "uma bicicleta amarela", prenda dos pais. Foi em 2011 que entrou na sua primeira equipa profissional, a LA Alumínios/Antarte. Em 2015 trocou para a W52, equipa cujo segredo diz ser "a união".

Um dos exemplos dessa união é a relação com o colega de equipa Raúl Alarcón, espanhol que venceu as duas últimas edição da Volta a Portugal (2017 e 2018). Tratam-se por "irmão".

Precisamente na mais recente edição da Volta a Portugal, Vinhas ficou conhecido como um exemplo de superação: na 5.ª etapa colidiu com o carro de uma equipa, desmaiou e ficou com ferimentos muito graves . Ainda assim, isso não o impediu de prosseguir.

"Sou um homem que não gosta de deixar fical mal as pessoas com quem lido. Sou um homem de trabalho, dedicação e tinha passado por muito para lá estar", nessa fatídicia etapa. Na altura contrariou os médicos e nem tinha noção do estado em que estava, toda a gente olhava para ele com "um ar assustado". Depois da etapa, o presidente do FC Porto, Pinto da Costa foi visitá-lo ao hospital de Viseu, algo que arrepiou o corredor português.

Conta, nesta entrevista a João Ricardo Pateiro e Barbara Baldaia, que fez os 120 km que restavam dessa etapa a chorar e a "pensar no filho". Mais do que terminar a etapa, Vinhas conseguiu mesmo terminar a Volta, ainda que na 85.ª posição.

Quem quer ser ciclista?

Começar a praticar ciclismo "mais a sério" é iniciativa para custar à volta de 500€, valor só por si já algo elevado para a maioria das carteiras portuguesas.

Passando do "mais a sério" para o completamente a sério, o aumento pode chegar aos 1600%: uma bicicleta profissional chega a custar 8 mil euros.

Doping existe, mas o controlo é apertadíssimo

O tema do doping no ciclismo foi também abordado neste "Tudo Menos Futebol". Rui Vinhas não tem a ideia de que o ciclismo seja uma modalidade em que o doping está especialmente presente, até porque os ciclistas são super controlados.

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