Francesinhas, Ronaldo, Eusébio e galo de Barcelos. Eis o restaurante mais português de Budapeste

A francesinha é o prato que sai mais no "Restaurante Picante", um estabelecimento que fica perto do centro da capital da Hungria e que foi fundado por uma mulher portuguesa e pelo marido húngaro.

É uma das cozinhas mais famosas da cidade de Budapeste. O restaurante Picante é o único restaurante português na capital da Hungria e há quem faça fila à porta. Foi fundado por uma mulher portuguesa e pelo marido húngaro, que agora já não são os gerentes. A TSF passou por este restaurante para conhecer a comida e a nova gerente, que é húngara.

A entrada faz-se por uma porta pequena. Ao lado da porta está uma tabela com o menu do dia, que contempla um prato português e alguns pratos internacionais, e ainda por duas placas: uma com a inscrição do nome do restaurante - Picante - acompanhada com uma imagem do galo de Barcelos e outra que diz "cozinha portuguesa e húngara".

Lá dentro, o espaço é pequeno e todo ele está decorado com artigos portugueses: azulejos, o galo de Barcelos, um poster de Eusébio e outro de Cristiano Ronaldo e, ainda, cachecóis de Portugal e de clubes portugueses. Também numa das paredes está um documento que conta toda a história do restaurante, desde a fundação ao período atual. Há poucas mesas, poucas cadeiras, mas mesmo assim as pessoas enchem o restaurante, muitas para apenas pegar no almoço e levar para casa, utilizando o serviço de take-away.

Entretanto, Adrienne Bajo está a preparar o almoço: "Hoje temos carne com vinho tinto e arroz. É o prato português", afirma, em inglês, esta mulher húngara, que está atrás do balcão, e que agora é a dona do espaço.

Adrienne aprendeu com uma portuguesa a cozinhar comida tradicional portuguesa e, hoje em dia, tem a capacidade de preencher a semana com um prato diferente da culinária portuguesa todos os dias. Eis o menu da semana revelado ao microfone da TSF pela proprietária do restaurante: "Na segunda-feira tenho carne com vinho tinto, terça-feira tenho cebolada, quarta-feira há francesinha, quinta-feira faço bitoque e sexta-feira é dia de peixe."

São 14 horas e a carne com vinho tinto com arroz está a sair. É servida em pratos de plástico e os talheres não vêm para a mesa. É preciso ir buscá-los ao balcão. O restaurante tem todo ele aspeto de tasca, talvez até de uma típica tasca portuguesa. Entretanto, a comida chegou à mesa e tem muito bom aspeto. Está na hora de provar. Alguns segundos depois, posso dizer que está delicioso. E confirma-se, parece que estou a comer numa boa tasca em Portugal.

Adrienne Bajo não fala português, mas percebe. Ela é cunhada do homem que casou com uma mulher portuguesa, essa mulher que fez crescer este negócio na Hungria. Mas nos dias de hoje está ao cargo da mulher simpática que está atrás do balcão e a ajudar na cozinha. E por falar em cozinha, afinal, qual é o prato que sai mais? "Francesinha. Toda a gente gosta de francesinha. É o prato que as pessoas pedem mais", responde Adrienne, muito orgulhosa e, ao mesmo tempo, sorridente.

Todos os dias, à hora de almoço, as pessoas fazem fila à porta do restaurante. Na verdade, está no top 10 das mulheres cozinhas de Budapeste (tem um certificado estampado numa das paredes, junto à porta de entrada, do lado de dentro). Adrienne revela que os húngaros e os brasileiros são os clientes mais habituais, mas também aparecem muitos franceses e espanhóis. Este é um espaço que vende comida portuguesa, mas também vários pratos húngaros e outros internacionais.

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