"Uma negação do futebol". G15 quer ser ouvido acerca dos jogos à porta fechada

Presidente da SAD do Belenenses, Rui Pedro Soares defende que além dos clubes, também os adeptos devem ser penalizados.

O 'G15', grupo que agrega clubes das I e II ligas, sem os três 'grandes', considerou hoje "os jogos à porta fechada uma negação do futebol", pelo que pretendem uma reunião com o secretário de Estado do Desporto.

"Em relação aos jogos à porta fechada é a negação do futebol, mas também temos que ter a noção que temos essa penalização, está prevista nos regulamentos e, se calhar, temos de pensar se deve estar ou não, porque de facto um jogo à porta fechada é a negação do futebol profissional", defendeu Rui Pedro Soares, porta-voz do grupo.

O presidente da SAD do Belenenses disse ainda aos jornalistas, depois de três horas e meia de reunião à porta fechada com a participação de 17 representantes de 14 clubes da I Liga e três da II Liga, que, "depois do que aconteceu com o Paços de Ferreira", o assunto tem de ser discutido, justificando: "Ninguém gostou de ver o que viu."

O dirigente referia-se ao jogo Paços de Ferreira - Desportivo das Aves, que foi disputado à porta fechada devido a castigo aplicado aos pacenses.

"Vai ser um dos pontos que queremos discutir também com o secretário de Estado, porque temos de ter noção que fenómenos de violência todos condenamos e todos combatemos, e devemos responsabilizar quem os pratica e não responsabilizar quem não tem responsabilidade sobre isso", acrescentou.

Rui Pedro Soares disse que, neste momento, têm-se assistido a "fenómenos de violência dentro dos estádios" e depois são "os clubes que são penalizados, quem os protagoniza não é penalizado", adiantando que têm de "sensibilizar as autoridades competentes, porque era importante responsabilizar individualmente os adeptos que têm comportamentos de violência e não tanto os clubes".

"Se há um ou dois adeptos, isoladamente, que praticam atos de violência dentro de um estádio, esses adeptos é fácil identificá-los e responsabilizá-los, agora não responsabilizar esses adeptos e responsabilizar os clubes que não têm forma de impedir a forma como esses adeptos se manifestaram, isso aí é que está totalmente errado e que pretendemos ver alterado", considerou.

Outro tema em discussão, para ser levado também a uma futura reunião com o governante, foi a distribuição dos valores das apostas 'online', que, no entendimento do G15, o "IPDJ [Instituto Português do Desporto e Juventude] está a distribuir mal em desfavor do futebol profissional".

"Entendemos que elas não estão a ser distribuídas de forma correta e estão a penalizar e a prejudicar gravemente o futebol profissional em Portugal", condenou.

Entre os assuntos de relevo, o porta-voz destacou também "a questão dos seguros de futebol profissional, que é excessiva".

"Para se ter uma ideia, são 14% em cima da massa salarial que temos de dar, neste momento, é uma situação que não tem paralelo na Europa, que não faz sentido e que tem de terminar", assumiu.

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