Gilberto Madaíl apela à calma. "Não faz sentido mudar o comandante do barco ou a tripulação"

O antigo presidente da Federação Portuguesa de Futebol acredita que Portugal vai garantir presença no mundial do Qatar. Depois da derrota com a Sérvia é necessária calma na discussão em torno do futebol da seleção. Para Gilberto Madaíl não faz sentido discutir o papel de Fernando Santos ou dos jogadores.

Para Gilberto Madaíl, a derrota frente à seleção sérvia não deve colocar em causa o trabalho da equipa portuguesa. O antigo presidente da Federação Portuguesa de Futebol (1996-2011) recorda o papel de Fernando Santos e do grupo de jogadores nos últimos anos, e reforça a confiança nesta seleção.

"Quem vem a dirigir o barco vem a dirigi-lo muito bem. Não é por causa de uma derrota, que até pode significar nada, que passa a fazer sentido mudar o comandante do barco ou a tripulação". Mas para vogar essas ondas, é necessário que todos estejam alinhados. "Convém manter, mas também que se unam esforços, em tempos de águas mais conturbadas."

Gilberto Madaíl lamenta a derrota com a Sérvia no Estádio da Luz. "Foi um resultado infeliz porque, embora a seleção portuguesa não tenha jogado o seu melhor, também não merecia perder", salienta.

Sobre o papel da federação, Gilberto Madaíl afasta responsabilidades. "A federação deve continuar a fazer aquilo que tem feito até agora. Proporcionar todas as condições ao grupo de trabalho para que possam sair vitoriosos. Da parte da federação não há muito a fazer além do que tem feito - e muito bem - até agora", garante o antigo presidente.

"É importante refletir sobre o jogo, procurar uma saída nova que permita, como acredito que vai acontecer, que a seleção possa garantir a qualificação para o mundial. Mas ainda faltam alguns meses, tempo para que tudo se torne melhor, para que as perspetivas mudem."

Em março há nova maré. Portugal tem, mais uma vez, de enfrentar o play-off de apuramento, embora agora num novo formato. Como cabeça de série no sorteio de dia 26 de novembro, a seleção portuguesa aguarda pelo nome do adversário no jogo das meias-finais do mini-torneio, sabendo que vai jogar em casa o primeiro de dois jogos decisivos.

"Não foi por falta de apoio do público que não conseguimos vencer a Sérvia. Mais uma vez será importante fazer o apelo ao público desportivo para que venham apoiar a nossa equipa."

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