Atletismo

Atletas africanos dominam meia maratona de Lisboa

A corrida de 21 kms que atravessa a Ponte 25 de abril foi ganha pelo etíope Mosinet Geremew e pela queniana Vivian Cheruiyot. Os melhores portugueses foram Hermano Ferreira e Sara Moreira. Nos pódios masculino e feminino as medalhas de prata e bronze foram para outros atletas da Etiópia e do Quénia.

O etíope Mosinet Geremew, em masculinos, e a queniana Vivian Cheruiyot, em femininos, foram este domingo os vencedores da 29.ª meia maratona de Lisboa, numa edição totalmente dominada por atletas africanos.

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Numa prova que apenas se decidiu nos metros finais, Mosinet Geremew, que acabou a prova com o tempo de 59.37 minutos, levou a melhor sobre o compatriota Berehanu Tsegu, que na sua estreia nos 21.097,5 quilómetros conseguiu o tempo de 59.42.

O queniano Isaac Kipsang Temoi terminou no terceiro lugar, com o tempo de 59.44 minutos, melhorando o seu recorde pessoal em mais de dois minutos.

"Estou muito feliz. Foi muito importante esta prova. Tenho outras competições importantes proximamente e esta foi uma boa preparação", disse Mosinet Geremew.

Já na prova feminina, Vivian Cheruiyot não deu qualquer hipótese à concorrência e fez os 21 quilómetros quase sempre sozinha. Ainda assim, e apesar do vento que se fez sentir, a queniana conseguiu alcançar a sua melhor marca pessoal com o tempo de 01:06.34.

"A corrida foi boa. Queria correr para bater o meu recorde e estou feliz por tê-lo conseguido. Preparei-me bem e estou muito feliz com o resultado, assim como por ter vindo a Lisboa. Espero estar cá na próxima edição", afirmou a queniana.

Em segundo lugar ficou a etíope Zeineba Yimer, com o tempo de 01:08.07, seguida por outra queniana, Sandra Tuei Felis, que na sua estreia na distância fechou o pódio da prova portuguesa com a marca de 01:08.14 horas.

Hermano Ferreira, atleta do Casaense, foi o melhor português na prova masculina, repetindo assim a distinção alcançada no ano passado, este ano com o tempo de 01:05.28 horas, no 27.º lugar da classificação geral.

O atleta assumiu que foi uma prova difícil depois da morte da sua avó, mas mostrou-se satisfeito pela performance conseguida. "Senti-me bem, mas tive um dia difícil depois de ontem [no sábado] a minha avó ter falecido. Tive de ter mais força, ainda para mais num percurso com condições muito difíceis por causa do vento. Fiz um bom resultado, estou contente por ser o melhor português, mas claro que queria outra marca", disse no final da prova.

Já Sara Moreira, que voltou a ser a melhor portuguesa em prova, com o sexto lugar na geral, em 1:12.09, afirmou que terminou os 21.097,5 quilómetros com a sensação de "objetivo cumprido".

"Já consegui aqui excelentes resultados e este foi mais um desses dias. O objetivo foi cumprido e as sensações foram muito boas. Estou muito satisfeita pelo resultado. Não é o que estou a valer, mas o vento contra não ajudou ao resultado final", concluiu.

Carlos Moia, presidente do Maratona Clube de Portugal, que organiza a prova, lamentou o vento que se fez sentir em Lisboa esta manhã, "que impediu que se tivessem batido recordes".

"Foi uma excelente corrida, mas abaixo das nossas expectativas, pois pretendíamos bater o recorde do mundo. Ainda assim, assistimos a um grande tempo na corrida feminina, de uma atleta que correu praticamente sozinha todo o percurso e que bateu largamente o seu recorde da meia maratona e que se tivesse uma lebre quem sabe o que teria acontecido", lamentou o presidente do Maratona.

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