Futebol

Árbitros garantem que todos os clubes dão lembranças

Os árbitros já responderam às questões colocadas pela Comissão de Inquérito da Liga sobre as alegadas prendas do Benfica. Nestas respostas, a que a TSF teve acesso, os árbitros não confirmam convites para refeições feitos pelo Benfica.

Os 180 árbitros, assistentes e observadores responderam todos da mesma forma. Seguiram uma minuta criada pela APAF (Associação Porruguesa de árbitros de Futebol) e confirmam que o Benfica e outros clubes ofereciam lembranças nos mesmo termos e contextos.

Neste mail de resposta às perguntas da Comissão de Inquérito da Liga, os árbitros nunca usam as expressões "voucher", "refeições", "almoços" ou "jantares". Dizem apenas que, por ser generalizada e circunstancial a entrega de tais ofertas, dependendo às vezes de factos tão concretos como aniversários de clubes, celebrações de feitos desportivos ou evocação de glórias, é impossível recordar ou localizar com precisão se em determinado jogo foi feita essa oferta.

Neste email a que a TSF teve acesso, os juízes explicam ainda que, ao longo da carreira, foi hábito generalizado os clubes oferecerem pequenas lembranças como porta-chaves, galhardetes, cachecóis, livros, camisolas ou produtos regionais como pão, doces e vinhos.

A maioria das vezes estas ofertas foram feitas no final dos jogos, à saída dos balneários e à vista de todos, sendo que nas competições profissionais também os delegados e assistentes da Liga os receberam.

Os 180 árbitros, assistentes e observadores concluem que estas ofertas, de valor irrisório, recebidas por boa educação e cortesia, não afetaram a imparcialidade até porque a entrega era feita no final dos jogos.