Cruyff - Um génio do "futebol total"

O perfil de um dos melhores jogadores do mundo. Johan Cruyff morreu esta sexta-feira em Barcelona, a um mês de fazer 69 anos.

Nasceu em Amesterdão. Foi o maior futebolista holandês de sempre e um dos melhores jogadores mundiais de todos os tempos.

Perfil de Johan Cruyff, por Valter Madureira

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Cruyff destacou-se como jogador mas também como treinador e tudo começou aos 10 anos no Ajax.

Contudo, o começo foi difícil. Com a morte do pai, teve que contribuir para o sustento da família e, durante algum tempo, ajudou a mãe a vender frutas e legumes nas ruas de Amesterdão.

Aos 17 anos, Cruyff faz a estreia na equipa principal do Ajax e, logo com um golo aí, destacou-se pela técnica, habilidade, rapidez, inteligência, intuição e visão de jogo dentro do campo, qualidades estas que rapidamente o tornaram no melhor jogador de sempre a envergar a camisola 14 do Ajax.

Ganhou uma Taça Intercontinental, uma Supertaça Europeia, 3 Taças dos Campeões Europeus, 8 títulos de Campeão Nacional e 5 taças da Holanda...

Os êxitos alcançados por Cruyff ao serviço do Ajax "carimbaram o seu passaporte" para o Barcelona, numa transferência milionária para a época, que envolveu cerca de seis milhões de dólares.

Logo na época de estreia no futebol espanhol, em 1974, Cruyff sagra-se campeão pelo Barcelona, vindo a conquistar ainda uma taça Taça do Rei em 1978, ano em que abandona o clube catalão, saturado e massacrado pela agressividade do futebol espanhol da altura.

Aos 19 anos, estreou-se pela seleção da Holanda, ao serviço da qual, durante 12 anos, disputou 48 jogos e marcou 33 golos.

Com o momento mais alto no Campeonato do Mundo de 1974, realizado na Alemanha, competição na qual a Holanda foi uma das seleção de referência, atingindo a respetiva final, tendo Cruyff sido a figura de maior destaque da Holanda, sendo inclusivamente considerado o melhor jogador do "Mundial".

É aqui que surge a "laranja mecânica".

Em 1978, a Holanda voltou à final do Campeonato do Mundo. No entanto, Cruyff já não estava presente, tendo, pouco tempo antes do início da competição, recusado participar no "Mundial", alegando razões de ordem política, motivadas pelo repúdio, condenação e denúncia do regime que então vigorava na Argentina, mais concretamente, uma ditadura militar chefiada pelo general Videla.

A partir daquele ano, Cruyff não mais voltaria a vestir a camisola do seu país por divergências com a Federação Holandesa.

Com efeito, o percurso de Cruyff na seleção foi sempre atribulado e marcado por uma relação de amor-ódio, que o impediu de contabilizar um maior número de internacionalizações e de golos.

Após a sua saída de Barcelona, em 1978, Cruyff rumou aos Estados Unidos, seduzido por uma nova experiência e pelo forte apelo dos dólares. Experiência curta, de apenas 3 anos, para depois regressar a Espanha e jogar no Levante, da 2ª divisão.

A passagem foi pequena, não chegando a completar um ano, após o que regressou ao seu país e ao seu clube do coração, o Ajax. No clube de Amesterdão, Cruyff esteve duas temporadas conquistando mais 2 campeonatos e uma taça.

Porém, o Ajax não seria o seu último clube como jogador, já que, após um desentendimento com os responsáveis do clube, Cruyff, "bateu com a porta" e terminou no rival Feyenoord.

Cruyff ganhou ainda 3 "bolas de ouro", uma de "bola de bronze", melhor jogador europeu do século XX e, entre muitos outros, foi ainda considerado, pela Federação Internacional de História e Estatística do Futebol, o 2º melhor jogador do Mundo de todos os tempos, a seguir a Pelé.

como treinador começou no Ajax em 96, transferindo-se depois para o FC Barcelona, que orientou durante oito temporadas e onde foi o ideólogo de uma forma de jogar que ainda hoje é a imagem de marca do clube catalão: o "tiki-taka".

Cruyff influenciou toda uma geração de treinadores e terminou a carreira de treinador em 2012, depois de ter treinado durante quatro épocas a seleção da Catalunha.

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