Entrevista TSF

"É quase como andar, acabo por conduzir instintivamente"

Miguel Oliveira, piloto almadense e vencedor das três últimas provas do Mundial de Moto2, esteve à conversa com Fernando Alves e Paula Dias, na TSF, depois de terminado o campeonato do mundo.

A ultrapassagem a Franco Morbidelli a seis voltas do final da corrida foi o que bastou para assegurar a vitória ao piloto português. "Já ia com um ritmo muito elevado, a ultrapassagem surgiu naturalmente e consegui ganhar confortavelmente", relembra o piloto, em entrevista à TSF.

Depois da corrida em Valência, o piloto português da KTM ouviu elogios na voz de Morbidelli. Questionado sobre o assunto, Miguel assume que é uma motivação extra para a competição do próximo ano, já que "essas palavras, vindas do campeão do mundo, dão outro ânimo, e mostra também o respeito que há uns pelos outros, que é bonito neste desporto individual", refere.

Quanto a ambições futuras, o piloto quer dar a curva da vitória na competição de Moto2 na próxima época: "Sinto que estou cada vez mais preparado para dar esse passo", para chegar, em 2019, à categoria principal, Moto GP.

A moto utilizada na competição foi construída de raiz e, sendo Miguel considerado um "excelente afinador", esta característica faz toda a diferença na competição.

Quanto a quedas, as piores são as emocionais. "Emocionalmente, as quedas têm mais impacto do que no corpo", e adianta "às vezes é difícil ganhar motivação. Já parti alguns ossos, mas nada que me fizesse parar".

A PSP já deu os parabéns ao piloto através das redes sociais, e Miguel garante que o excesso de velocidade é só nas pistas: "Não consigo andar depressa, a estrada não tem condições como na pista".

Tanto na competição como na estrada, a sensação de andar de mota é a mesma "é incrível, é difícil de adjetivar. Sentimos o vento, o asfalto, a velocidade", garante o piloto português da KTM.

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