"Falarei em nomes." César Boaventura disponível para colaborar com a Justiça, Liga e Federação

O empresário de futebol garante que "está disponível" para colaborar com as autoridades e promete divulgar os nomes das suas fontes à Polícia Judiciária.

Um dia depois de o Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol ter alterado as regras para a divulgação dos árbitros dos jogos da Primeira e da Segunda Liga, o empresário César Boaventura garantiu que "nunca foi contactado" pelas autoridades, Liga e Federação na sequência dos "anúncios" que fez ainda antes de as nomeações serem públicas.

"Nunca fui contactado mas o meu telefone é público. Estou à disposição para falar para mostrar de onde é que recebo, como recebo, como é que chega até mim. Aí sim, falarei em nomes. Estou disponível para ir à Polícia Judiciária para falar em nomes. Vou guardar os nomes de quem quer que seja porque são úteis para as autoridades", disse César Boaventura, em declarações no Fórum TSF.

O empresário de futebol deu a conhecer os árbitros dos jogos Nacional-Sporting (Carlos Xistra), FC Porto-Santa Clara (Manuel Oliveira) e do Feirense-Sporting de Braga (Fábio Veríssimo), nas redes sociais, ainda antes de as nomeações terem sido tornadas públicas.

"Eu já disse quem me dá as informações. São pessoas ligadas a claques, são pessoas que não pactuam com esse tipo de coisas. Gostam de ser adeptos, de dizer a verdade. Fazem-me telefonemas, mandam-me mensagens", vincou.

De acordo com uma fonte do Conselho de Arbitragem citada pela Lusa, o organismo vai investigar os procedimentos utilizados no envio das nomeações dos árbitros para a Liga de clubes, na sequência de várias fugas de informação.

Quem sabe das nomeações dos árbitros?

O ex-árbitro e atual comentador de arbitragem Pedro Henriques explicou o processo burocrático que envolve a nomeação de uma equipa de arbitragem para um jogo de futebol.

"Entre a nomeação e o dia do jogo, há mais de 30 pessoas que estão envolvidas no processo burocrático da própria logística", explicou, referindo ainda que "depois há uma empresa que transporta os árbitros, que têm de fazer um plano de viagem. E depois é traçado nesse plano o hotel e quais são os restaurantes onde param para comer", sublinhou.

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