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Feirense trava Nacional no quinto empate da primeira jornada

O Feirense, de regresso ao escalão principal, e o Nacional empataram este domingo a zero, em jogo da primeira jornada da Liga portuguesa, que contabiliza cinco igualdades em outros tantos jogos.

A jogar em casa emprestada, no estádio Municipal de Aveiro, o recém-promovido Feirense travou o "europeu" Nacional, naquele que foi o quinto empate da ronda, depois do Gil Vicente-Benfica (2-2), do Rio Ave-Sporting de Braga (0-0), do Sporting-Olhanense (1-1), e do Marítimo-Beira-Mar (0-0).

O jogo foi muito repartido até ao momento da expulsão de Fonseca, que ditou o início da pressão nacionalista, sem frutos graças a uma boa exibição do guarda-redes Paulo Lopes, tendo a equipa de Santa Maria da Feira deixado uma boa imagem considerando tratar-se da estreia na Liga, segundo a Lusa.

O primeiro tempo foi marcado pelo equilíbrio, tendo revelado uma dinâmica interessante, considerando que se tratava da ronda inaugural da competição, sobressaindo, nesse aspecto, o Feirense, que disputava o primeiro jogo oficial contra um adversário que já leva quatro desafios.

A equipa anfitriã não acusou a responsabilidade que poderia advir da estreia e do facto de apresentar uma equipa muito jovem, tendo tido, até, mais iniciativa do que o adversário, que optou por ataques rápidos, apostando na surpresa e no maior traquejo dos seus jogadores.

Apesar de o Feirense revelar maior acutilância atacante, foi a equipa nacionalista a primeira a criar perigo, quando, aos 19 minutos, Mateus, isolado pela direita, obrigou Paulo Lopes a uma grande defesa, desviando a bola para canto.

Aos 31 minutos, foi a vez de Luís Alberto estar perto de inaugurar o marcador, num remate de meia distância que saiu ao lado, tendo o Feirense reagido volvido três minutos, com Cris em muito boa posição a atirar para defesa de Elison.

O guarda-redes insular voltou a estar em evidência aos 38 minutos, ao defender um remate de Ludovic, que apareceu isolado frente à baliza, naquela que foi a melhor oportunidade de golo dos primeiros 45 minutos.

O Feirense entrou melhor para a segunda metade e voltou a ter um jogador na cara de Elison, quando, decorridos 59 minutos, Diogo Cunha, isolado por Fonseca, atirou contra o guarda-redes e, na sequência, ficou na posse da bola com a baliza deserta, permitindo a antecipação de Danielson antes do remate.

A expulsão de Fonseca, aos 59 minutos, por entrada dura sobre um adversário, expôs a diferença de ritmo entre as duas equipas, até porque Ivo Vieira prescindiu de Skolonovic para reforçar o ataque com Candeias, tendo assumido o controlo do jogo, diante de um Feirense mais debilitado e a espreitar o contra-ataque.

O resto do jogo desenrolou-se quase sempre no meio campo do Feirense, com forte pressão nacionalista, que resultou em muitos remates, alguns perigosos, como, aos 77 minutos, o de Rondon, que, já na área de grande penalidade, atirou contra Paulo Lopes.

O guarda-redes do Feirense foi uma figura central dos derradeiros minutos, ao fazer um conjunto de boas defesa e a evitar a derrota no jogo inaugural, que marca o regresso do seu clube ao principal escalão do futebol português.

Num jogo disputado no Estádio Municipal de Aveiro, em Aveiro, perante cerca de 800 espectadores e arbitrado por Jorge Sousa (Porto), as formações alinharam da seguinte forma:

Feirense: Paulo Lopes, Jeferson, Luciano, Pedro Queirós, Diogo Cunha (Stenio, 64), Serginho, Ludovic (Diogo Rosado, 88), Cris (Mika, 78'), Rabiola, Varela e Fonseca.

Suplentes: Pajetat, Miguel Pedro, Mika, Jonathan, Stenio, Diogo Rosado e João Ricardo.

Nacional: Elison, Claudemir, Felipe Lopes, Danielson, Nuno Pinto, René (André Nogueira, 81), Dejan Skolonik (Candeias, 65), Mateus, Mário Rondon, Elizeu (Edgar Costa, 81) e Luís Alberto.

Suplentes: Marcelo, Ivan Todorovic, Candeias, Edgar Costa, J. Aurélio, Thiago Gentil e André Nogueira.

Acção disciplinar: cartão amarelo para Dejan Skolonik (42), Cris (55), Luciano (65). Cartão vermelho directo para Fonseca (59).