Futebol

Fernando Madureira garante que não sabia que o restaurante era do pai de árbitro

A TSF falou com o líder dos Super Dragões que diz só ter percebido que o estabelecimento era do pai de Jorge Ferreira quando a GNR referiu o facto.

O líder da claque Super Dragões diz à TSF que não sabia que o restaurante onde esteve ontem à noite, segunda-feira, em Fafe, pertence ao pai de Jorge Ferreira.

Fernando Madureira diz que é "livre de ir a qualquer restaurante. Estava com um grupo de amigos, passámos em Fafe e um dos meus amigos sugeriu aquele restaurante. Nem sabia de quem era".

O líder dos Super Dragões diz ter reparado que "um senhor que lá estava ficou em pânico com a minha presença". Garante que não sabia que o pai de Jorge Ferreira é dono do restaurante e que não foram abordadas as incidências do jogo entre o Paços de Ferreira e o Benfica. "A GNR cá fora é que disse que o estabelecimento pertencia ao pai do dito árbitro. Com os meus botões pensei que deve ser pelo que o filho anda a fazer nos últimos tempos nos relvados portugueses que ficou tão preocupado".

Fernando Madureira conta que o seu grupo pediu o livro de reclamações depois de serem informados que não podiam jantar por a cozinha já estar encerrada. Como "ainda não eram nove e meia" pediram o livro de reclamações. "Disseram que não tinham livro de reclamações e um dos meus colegas ligou para a GNR para podermos fazer a reclamação. Quando chegou, a GNR multou logo o senhor em 500 euros".

Armindo Ferreira, pai de Jorge Ferreira, não percebeu de imediato quem era o grupo que tinha acabado de entrar no seu restaurante, mas nem por isso deixou de ter medo. "Tinham cara de quem me queria fazer mal. Depois vim a saber que eles eram da claque do FC Porto, o senhor Madureira e companhia, e tive medo. Passado um quarto de hora chegou a GNR", explicou o pai do árbitro à Fafe TV.

O pai do árbitro Jorge Ferreira confirma que se recusou a servir os Super Dragões, porque estava na hora de fecho da cozinha, o que motivou ao pedido do livro de reclamações. "A tasca tem 98 anos, nunca precisei de nada, e não percebo porque é que pediram o livro de reclamações só porque não os servi às 21h30, que é quando a cozinha fecha".

Questionado sobre se considera que a visita da claque está relacionada com o facto de ser pai de Jorge Ferreira, o árbitro do último Paços de Ferreira vs. Benfica, Armindo não pestanejou antes de responder. "Com certeza absoluta. Tenho 100% de certeza [que a situação está relacionada com o seu filho]. Eu não tenho culpa de o meu filho ser árbitro e as pessoas deviam ter consciência, porque o futebol é futebol e a vida é vida. Não vamos misturar a tasquinha do pai com o filho árbitro. O filho tem a vida dele", sentenciou.